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Expedição de pescadores realiza descida ecológica no Rio São Francisco

Pescadores fizeram o percurso de Iguatama até Lagoa da Prata em comemoração ao dia da ecologia e dia de São Francisco. Na descida, os pescadores recolheram lixo das águas e margens do rio e realizaram o plantio de centenas de mudas de árvores nativas da região.

Alan Russel

No último fim de semana (3 e 4 de outubro), um grupo de pescadores de Lagoa da Prata realizou uma expedição onde desceram o rio São Francisco, de Iguatama até Lagoa da Prata, para comemorar o dia do santo que dá nome ao rio e também o dia da ecologia. A expedição é uma iniciativa da coluna Papo de Pescador, de responsabilidade de Hemerson Kennedy, veiculada no jornal O Papel. Durante a descida, os participantes da expedição recolheram lixos e realizaram plantio de mudas nas margens do rio São Francisco.

De acordo com Hemerson, na descida foi recolhido muito lixo, sacolas, garrafas pet, sujeira às margens e dentro da água, além de uma vaca atolada que foi encontrada na margem do rio.

“Com barcos, descemos de Iguatama até Lagoa da prata. Muito calor. Foi muito cansativo… Nos pontos onde faltam vegetação, o rio sofre com o assoreamento. Até uma vaca atolada foi encontrada durante o roteiro e, o animal, que estava vivo, foi retirado da lama pela equipe. Apesar da quantidade de lixo, nós avaliamos que a situação do São Francisco está melhor que há três anos”, informou Kennedy, que organiza a descida do rio pelo quarto ano consecutivo.

Foto; Divulgação.

Quem também participou da expedição foi Daniel Silva. De acordo com Daniel, além da quantidade de lixo, o que mais chamou a atenção durante o percurso foi a falta de matas ciliares, principalmente da região onde o rio Bambuí deságua no São Francisco, até a região conhecida como volta grande. Daniel evidencia também o grande número de gados na beira do rio, o que dificuldade o crescimento de matas ciliares.

“A minha maior preocupação com a relação ambiental do São Francisco hoje é a quantidade de gado na beira do rio. E essa quantidade de gado dificulta muito o reflorestamento. Da região da barra do rio Bambuí até a volta grande o rio está muito desmatado, não tem nada de mata ciliar e o assoreamento é muito grande. O rio está muito raso e isso preocupa muito. Outro fator que me assustou foi a quantidade de lixo, principalmente na área do município de Lagoa da Prata. Infelizmente falta consciência ambiental da população, mas nós que participamos da descida tentamos fazer a nossa parte”, explicou Daniel.

Foto: Divulgação.

Ao todo foram doze horas do percurso de descida do rio. Seis hora de Iguatama até o rancho de apoio onde os pescadores pernoitaram e mais seis horas para chegar a ponte de ferro, em Lagoa da Prata. Ao todo foram recolhidos dez sacos de lixo com capacidade de 100 litros e centenas de árvores foram plantadas. O organizador Hemerson Kennedy salienta o apoio da cooperativa de crédito Sicoob Lagoacred, que colaborou com a expedição cedendo o fretamento do ônibus e o combustível utilizados nas embarcações.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

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