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Érico Matucuma, um “japonês” que faz a diferença

Érico em recente viagem à Walt Disney World - EUA

Foi por acaso, ou por destino, que em setembro de 1996 chegou a Lagoa da Prata um jovem com um sonho de fazer a diferença na vida as pessoas. Depois de três anos trabalhando em uma fábrica no Japão, Érico Ricardo Matucuma, natural de Guaíra, no estado de São Paulo, conseguiu fazer uma pequena economia para realizar um sonho de criança: montar uma funerária. A cidade escolhida foi Arcos, mas no decorrer dos trâmites para a instalação da empresa houve uma má vontade por parte da prefeitura para liberar o alvará de funcionamento.

Um homem que presenciou a cena disse que ele e sua empresa seriam benvindos a Lagoa da Prata. Ele trabalhava na prefeitura e articulou a vinda de Érico para a cidade e foi instalada a Funerária São Francisco em um imóvel alugado na avenida Brasil, onde hoje fica uma loja de motos. A empresa tinha apenas um veículo com 10 anos de uso e poucos recursos em caixa.

Mas Érico superou as dificuldades com muito trabalho e oferecendo um atendimento de excelência às famílias enlutadas. Além de um serviço especializado, o jovem empresário colocou à disposição o seu tempo, o seu afeto e os seus préstimos para minimizar a dor das famílias enlutadas, tornando o funeral um momento digno ao se despedir das pessoas amadas. O preço era o menos importante. O essencial era dar dignidade a todas as famílias, fossem elas ricas ou pobres.

A comunidade sentiu que poderia confiar naquele japonês e, como contrapartida, o apoiou em todos os seus empreendimentos. Depois da funerária, veio a implantação do Plano de Assistência Familiar Minasprev, da Drogaria Minasprev e do Laboratório Minasprev, constituindo o Grupo Minasprev, presente em mais de 50 cidades mineiras. São vários serviços a preços populares destinados a oferecer mais valor à vida das pessoas, do nascimento à velhice.

Mas, afinal, o que Érico fez de diferente para construir empresas tão sólidas?

Érico: Não faço nada demais, apenas amo o que faço. Quando criança eu sonhava em ter uma funerária para dar carinho e conforto às pessoas enlutadas. E depois que consegui estabilizar a Funerária São Francisco, vi que poderia fazer mais. Eu via muitos idosos aqui em nosso escritório que não tinham condições de comprar os seus remédios. Aquilo me doía o coração. Então resolvi criar uma farmácia com preços populares. Esse mesmo sentimento motivou a criação do Laboratório Minasprev. Essa é a minha missão. É cuidar das pessoas.

Obviamente, pelas suas empresas estarem presentes no dia a dia de tantas pessoas, é natural em todos os anos que acontecem eleições municipais as pessoas comentarem que o senhor será candidato. Pretende entrar para a política?

Érico: Não. Tenho até muitas ideias que poderiam ser implantadas na cidade, mas essa não é minha missão. Penso que posso ser mais útil à comunidade de outra forma.

A empresa que deu origem ao Grupo Minasprev é a Funerária São Francisco. E o senhor não esconde o carinho que tem por ela. Nesses mais de 20 anos, qual a principal lição que aprendeu com esse serviço?

Érico: Aprendi que a vida é muito curta. As pessoas quando estão no fim de suas vidas, principalmente com doenças em estágio terminal e com poucos dias de vida, não pensam na empresa, nos negócios, nas metas… Elas pensam é em suas famílias, nos amigos e nos seus sonhos que elas deixaram para trás por algum motivo. A pessoa se lamenta que poderia ter abraçado mais, ter sido mais paciente com os mais velhos, ter sido mais amoroso, ter feito mais caridade, ter viajado, ter amado. É isso que as pessoas no fim da vida se lamentam de não terem feito. A vida é muito curta e podemos não estar aqui amanhã. Então, devemos viver em plenitude, dançar, cantar, abraçar, cada um à sua maneira.

Colaboradores do Grupo Minasprev

E por falar em viajar, nos últimos anos o senhor tem viajado muito. Onde tem visitado?

Érico: Vendo as várias histórias que se findaram, conhecendo outras pessoas e buscando me conhecer melhor através de treinamentos de inteligência emocional, caiu uma ficha enorme. Eu vivia preso em uma redoma mortal. Era trabalho, trabalho e trabalho, até altas horas da madrugada. Hoje eu viajo com a família e com os amigos. Não perco a oportunidade de conhecer outros lugares. No ano passado conheci a Europa, os Estados Unidos e fui ao sul do país algumas vezes.

Obrigado pela entrevista. Qual é a sua mensagem para os nossos leitores?

Érico: A vida é feita de altos e baixos. Mesmo quando você estiver em momentos difíceis, coma os doces morangos da vida. Da mesma forma que após a noite vem o sol, tenha fé de que após as dificuldades virão momentos de felicidade. Mas para isso é preciso fé, esperança e trabalho. Para Deus não importa quantas vezes você caiu. Importa quantas vezes você quer levantar. Se você cair mil vezes, Deus te levanta mil e uma. Então erga a cabeça e vá atrás de seu sonho. Não deixe nada e nem ninguém roubar o seu sonho. Você tem direito a ser feliz.

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