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Dose de reforço prolonga e aumenta proteção contra a covid-19

Secretárias de Saúde de Lagoa da Prata e Samonte explicam a importância estratégica da terceira dose no combate à pandemia.

João Alves


Conforme os números de óbitos e internações em hospitais pela covid-19 caem, fica evidente o papel da vacinação no controle da pandemia. Ainda que o cenário atual esteja mais favorável para um retorno progressivo do que era entendido como “normal” – algumas atividades já voltaram ao presencial – a taxa de mortalidade ainda preocupa com uma média de 334 óbitos diários. Por um lado, é um número baixo quando comparado aos meses de maio e abril – só dia 12/04 o país registrou 3.125 mortes. No entanto, a possibilidade de estagnação nessa faixa está longe de ser considerada ideal.

Pensando nisso, autoridades em imunização do mundo todo propuseram a terceira dose, ou a dose de reforço, da vacina como a solução para reduzir ainda mais o número de óbitos e casos graves para os grupos de risco e também para a população em geral. Mas, afinal, o que é a dose de reforço, para que ela serve e quando se deve tomá-la? O Jornal Cidade conversou com as secretárias de saúde de Lagoa da Prata e de Santo Antônio do Monte, que comentaram um pouco mais sobre este novo capítulo da pandemia na região Centro-Oeste de Minas.

Carla Santos, secretária de saúde na cidade de Santo Antônio do Monte – referência regional em vacinação contra a covid-19 – comentou que a terceira dose foi a forma encontrada de potencializar e reativar a capacidade de imunização que a vacina proporciona à pessoa, também chamada de resposta imune, para que os casos e mortes não voltem a subir. O cronograma prevê que a terceira dose seja realizada 6 meses após a segunda dose ou dose única. O usuário que completa esse prazo está apto a receber o imunizante.

Nosso vacinômetro aponta que aproximadamente 84% da população vacinável (população de 12 anos e mais) receberam a primeira dose ou dose única. A cobertura de segunda dose/ DU já alcançou 68 % do público alvo. Em relação ao reforço, ainda não temos estimativas visto o início recente da estratégia, mas já aplicamos aproximadamente 400 doses. Em relação a d1 (primeira dose) estamos vacinando adolescentes de 14 anos e mais. 

Margarete Borges Dias, à frente da pasta responsável pela vacinação na cidade de Lagoa da Prata, explica que a dose de reforço é importante após os seis primeiros meses da segunda dose por ser este o tempo médio em que um organismo sente uma queda nos níveis de anticorpos. A secretária insiste na importância da medida como forma de prolongar e aumentar a proteção contra a covid-19 especialmente em idosos e pessoas do grupo de risco.

Para que se tenha um bom nível de proteção é importante tomar a dose de reforço. Ela deve ser tomada com seis meses após a segunda dose, e para aqueles imunossuprimidos, ou seja, pessoas com comorbidades como doenças congênitas , câncer, transplantados e HIV positivo, após 28 dias de intervalo. A equipe de saúde da cidade de Lagoa da Prata já está sendo vacinada com a dose de reforço da vacina contra a covid-19. Necessário ressaltar que a dose de reforço é importante para todos, independente de qual vacina tenham tomado. O calendário de vacinação deve avançar conforme a prioridade já estabelecida entre os grupos.

O Jornal Cidade também questionou por que é importante manter as medidas de prevenção à covid-19, como o uso de máscaras e o distanciamento social, mesmo após a dose de reforço. Carla Santos, de Samonte, respondeu que:

Nenhuma vacina é 100% eficaz e mesmo imunizado você pode contrair o vírus. A diferença é que, com a vacina, os riscos de complicações, internações e óbito sofrem redução drástica. Devemos aguardar que a recomendação de – não obrigatoriedade do uso de máscara – seja feita pelos órgãos competentes que constantemente fazem estudos do impacto da vacinação no controle da pandemia e quais medidas restritivas ainda se fazem necessário.

A secretária, ainda, concluiu que a pandemia está próxima de ser controlada com a queda dos casos graves e óbitos, consequência do avanço da vacinação do país. O município de Samonte, por exemplo, está a 60 dias sem registrar óbitos por covid-19 e teve apenas duas internações durante este período. 

Acredito que já estamos bem próximos de voltar a vida cotidiana “normal”; na sua maioria, as atividades já foram retomadas em quase todas as áreas (cumprindo as recomendações ainda impostas pela pandemia).

Para mais informações sobre o combate à pandemia da covid-19 na região Centro-Oeste ou na sua cidade, clique aqui.

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