Deve se gastar menos com o governo e mais com a população

Deve se gastar menos com o governo e mais com a população

Os administradores municipais têm repercutido, como um mantra, que a queda da arrecadação municipal está inviabilizando a realização de muitas obras e recursos. Em muitas cidades, percebe-se que realmente está entrando nos cofres públicos menos dinheiro do que se esperava, porém, em quantidade maior do que o obtido no ano passado entre os meses de janeiro a abril.

Para começar a mostrar serviço, o Governo de Lagoa da Prata pretende assumir um empréstimo e realizar algumas obras. Inicialmente, a intenção era investir em pavimentação (mais do que justo), construção de uma nova prefeitura e aquisição de veículos e máquinas. O banco BDMG, de acordo com o secretário de Fazenda Márcio Amorim, colocou à disposição uma linha de crédito de R$ 3 milhões. Mas a administração estuda outras fontes de financiamento, já que a capacidade de pagamento da prefeitura permitiria contrair empréstimos na ordem de R$ 8 milhões.

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Preparem os bolsos. Existe a possibilidade de o governo reajustar o valor do IPTU, que está com valor defasado há anos.

Se o governo municipal pretende assumir mais dívidas e aumentar os impostos, deve também obrigatoriamente, que dar a sua contrapartida. O prefeito Paulo Teodoro criou cargos apadrinhados, com altos salários, e inchou a folha de pagamento da prefeitura, que está batendo no limite permitido em lei. E tudo isso com o aval dos vereadores. Quando se esperava que a administração municipal fosse ser mais enxuta, aconteceu exatamente o contrário. Os tempos são outros. Os erros os mesmos. Gasta-se muito com o governo. Somente com o pagamento de salários de funcionários em cargos comissionados (aqueles que o político indica o fulano do partido – e raramente escolhe pessoas altamente qualificadas e técnicas) e agentes políticos, a Administração Municipal de Lagoa da Prata vai gastar quase R$ 3,4 milhões por ano.

A boa notícia é que o vice-prefeito Roberto do Tuim garantiu durante a campanha eleitoral, em entrevista gravada no Programa TV Cidade, que a proposta de governo foi elaborada dentro da realidade financeira do município. “São propostas dentro da realidade do município, dentro do orçamento do município. Nossas propostas cabem dentro do orçamento do município. Nada fora da realidade. Vamos cumprir”, disse o vice-prefeito.

Juliano Rossi é jornalista e editor do Jornal da Cidade e Portal TV Cidade
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