Debate técnico vai discutir cronograma de obras e origem de recursos do gasoduto

Debate técnico vai discutir cronograma de obras e origem de recursos do gasoduto

Por: JM on line

Anunciado em novembro de 2013, o gasoduto que parte de Betim, na região metropolitana da capital, até Uberaba, ainda não saiu do papel. Esta semana, prefeitos do interior de Minas Gerais decidiram solicitar audiência com o governador Fernando Pimentel (PT), para cobrar um posicionamento definitivo sobre o traçado da obra que vai atender a fábrica de amônia da Petrobras.

Porém, outra discussão foi levantada esta semana pelo presidente da Câmara Municipal de Uberaba (CMU), vereador Luiz Dutra (SD), que esteve em Belo Horizonte durante encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Ele questiona que além do modelo do gasoduto que vai viabilizar o funcionamento da fábrica de amônia de Uberaba, é importante de onde virão os recursos para viabilizar a obra.

Quando do anúncio do gasoduto pelo então governador Antônio Anastasia (PSDB), as quatro empresas envolvidas no projeto – Petrobras, Cemig, Gaspetro e Gasmig, decidiram pelo trajeto do gasoduto, que partirá de Betim e percorrerá 457 km, até chegar a Uberaba.

Netwise

Dutra reconhece tratar-se de importante parceria entre os poderes Executivo e Legislativo Federal, Estadual e Municipal. Como Uberaba é a cidade âncora do empreendimento, informou que a Câmara vai realizar debate técnico acerca do tema, tão logo seja conhecido o cronograma de obras e definição de recursos.

O gasoduto terá capacidade inicial para transportar 3 milhões de metros/cúbicos/dia de gás natural, combustível suficiente para abastecer a fábrica de amônia da Petrobras, em implantação em Uberaba, além de outros empreendimentos industriais na região. A previsão inicial era de que a obra fosse concluída até maio de 2016.

A ideia inicial era de que o gasoduto partindo de Betim passará por municípios com potencial do uso do gás natural, como Juatuba, Igarapé, Mateus Leme, Itaúna, Divinópolis, Lagoa da Prata, Luz, Araxá e Delta, entre outros.

O investimento será de cerca de R$ 2,3 bilhões e o início de operação está previsto para novembro de 2016.

O presidente da CMU afirma que se preocupa com a questão de prazos, primeiro pela importância do gasoduto e da planta de amônia e também pela multa prevista caso um dos dois empreendimentos não fique pronto no prazo acordado, que se expira em 1º de novembro de 2016. A multa é de R$ 5 milhões por mês de atraso por quaisquer das partes. (ML)

► DEIXE ABAIXO SEU COMENTÁRIO ◄