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De família lagopratense, cirurgião vence concurso mundial e vai para Bélgica

Neto de José Pereira, mais conhecido em Lagoa da Prata por Telê, o cirurgião Robert se considera “meio lagopratense”, por sua família paterna ser de Lagoa da Prata.

Formado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg) há oito anos, com residência médica em cirurgia vascular pelo Hospital João XXIII e Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, Robert Amorim, médico angiologista e cirurgião vascular, venceu um concurso mundial, sendo o único sul-americano, e agora está na Bélgica.

Neto de José Pereira, mais conhecido em Lagoa da Prata por Telê, o cirurgião Robert se considera “meio lagopratense”, por sua família paterna ser de Lagoa da Prata – ele conversou com o Sou+Lagoa e Jornal Cidade para contar sobre o concurso e a ida para a Europa.

Segundo ele, o concurso foi organizado por uma indústria mundial de dispositivos médicos, que na área da cirurgia vascular, é uma grande produtora de stents e balões para angioplastia.

“O concurso teve sua primeira edição em 2019, eu estava no fim de uma formação de cinco anos, além dos seis de medicina, para me tornar cirurgião vascular e então meu preceptor e colega Dr. Gustavo Kleinsorge trouxe a notícia que eles contemplariam com uma bolsa de estudos para um mês de estágio em um dos hospitais credenciados, dois na Espanha e um em Dendermonde, na Bélgica. Para participar, deveríamos enviar um caso de algum paciente que tivéssemos tratado que fosse interessante”, contou o médico.

Sobre o caso que levou Robert a vencer o concurso, o cirurgião explicou que era uma paciente de 73 anos que deu entrada no pronto socorro com dor intensa em membro inferior direito, que a impedia de dormir, associado a áreas de palidez no pé e rouxidão importante dos dedos.

“A paciente era hipertensa e apresentava oclusão longa das artérias que levam sangue à perna direita, desde próximo à barriga até a região da virilha e depois novamente na região da coxa. Esse tamanho de oclusão costumeiramente recai em cirurgia aberta, com corte. Porém, com a evolução dos materiais para tratamento minimamente invasivo, nós conseguimos através de cateterismo chegar até o local que estava fechado, usamos um fio guia para atravessar essa lesão e então insuflamos um balão e implantamos um stent para que o local continuasse aberto e fluindo sangue. O melhor disso tudo é o tempo curto de internação, ela foi liberada no dia seguinte, já sem dor, com pulso palpável no membro”, disse Robert.

Agora, o médico está na Bélgica, no Hospital az Sint Blasius, em Dendermonde. Por lá, ele ficará até 10 de junho.

“Aqui é um centro famoso mundialmente em nossa área, especializado em tratamento de doença arterial obstrutiva periférica de forma não invasiva, ou seja, endovascular. Eu entro em todos os casos para auxiliar as cirurgias endovasculares e temos uma média de seis casos por dia, o que torna a experiência apesar de curta, bastante intensa”, declarou.

Por fim, o médico finalizou respondendo à pergunta sobre ser uma inspiração para outros profissionais da área.

“Não sei se necessariamente posso me considerar uma inspiração, mas com certeza espero contribuir para produção de conhecimento e inovação em minha área, trazer e praticar novos conhecimentos para melhor auxiliar meus pacientes e realizado em minha profissão”, finalizou.

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