Confira como funcionará a vacinação de gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiências

Confira como funcionará a vacinação de gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiências

Ministério da Saúde emitiu orientações para secretárias de Saúde estaduais e Municipais, sobre como vai funcionar a vacinação para esses grupos.

A distribuição da 16ª remessa de doses de vacinas contra a covid-19 foi iniciada nesta sexta-feira (7) para os municípios da macrorregião Oeste. Nesta etapa, houve uma ampliação nos grupos prioritários, foram incluídas grávidas, mulheres que acabaram de dar à luz ( mulheres puérperas), pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente (PcD).

Doses

Foram enviadas ao todo  42.135 doses da Astrazeneca/Fiocruz e 1.460 doses da Coronavac/Butantan para a Regional de Saúde de Divinópolis na terça-feira (4). Em nota divulgada, a Regional informou que as doses da AstraZeneca/Fiocruz será utilizada para a aplicação da 1ª dose em: 279 profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, 13.772 na população idosa de 60 a 64 anos, 2.450 gestantes e puérperas, 17.104 em pessoas com comorbidade e 8.424 pessoas com deficiência permanente ou severa.

Já as doses da Coronavac serão usada para completar o esquema de vacinação, aplicação da 2ª dose, de 211 profissionais das Forças de Segurança e Salvamento e 1.019 de trabalhadores de saúde.

 Pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas

Conforme divulgado pela Regional de Saúde,  a orientação do Ministério da Saúde é que nesta primeira fase, os municípios devem seguir a ordem de prioridades dos grupos de acordo com a quantidade de doses disponíveis:

  • Pessoas com Síndrome de Down, independentemente da idade
  •  Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) independentemente da idade;
  • Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade;
  •  Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos.
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos

Na segunda fase, a vacinação de ocorrer proporcionalmente, conforme as doses disponíveis e seguindo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos:

Netwise
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC;
  • Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes;
Lista de doenças consideradas como comorbidades pelo Ministério da Saúde

Insuficiência cardíaca
Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
Cardiopatia hipertensiva
Síndrome coronariana
Valvopatias
Miocardiopatias e pericardopatias
Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
Arritmias cardíacas
Cardiopatias congênitas no adulto
Próteses valvares e dispositivos cardíaco implantados
Diabetes mellitus
Pneumopatias crônicas graves
Hipertensão arterial resistente
Hipertensão artéria estágio 3
Hipertensão artéria estágio 1 e 2 com lesão e órgão alvo
Doença cerebrovascular
Doença renal crônica
Imunossuprimidos
Anemia falciforme
Obesidade mórbida
Cirrose hepática
HIV

Comprovação das comorbidades conforme o Ministério da Saúde

Pessoas que fazem acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderão  utilizar o cadastro já existente na unidade de saúde, como comprovante que faz acompanhamento de uma doença considerada comorbidade. O Ministério da Saúde orientou que fosse feito o cadastro de usuários ainda não cadastrados na Atenção Básica.

Aqueles que não tiveram cadastrados devem apresentar um comprovante que demonstre que tenha alguma das doenças listas no grupo de comorbidades. Conforme determinado pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covi d-19 (Pno), neste caso, serão considerados: Laudos, dedarações, pre scrições médicas ou relatórios médicos com descritivo ou CID da doença ou condição de saúde, CPF ou CNS do usuário, assinado e carimbado, em versão original; 

Para PcD

A condição deverá ser comprovada por meio de qualquer documento comprobatório, também conforme o PNO, que considera laudo médico que indique a deficiência; cartões de gratuidade no transporte público que indique condição de deficiência; documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência; documento oficial de identidade com a indicação da deficiência ou qualquer outro documento que indique se tratar de pessoa com deficiência.

É informado ainda que uma parcela dessa população-alvo, os indivíduos pertencentes a esse grupo cadastrados no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) deverão comprovar ser beneficiário para vacinação seguindo as informações da nota técnica.

Outra orientação para aplicação das doses de pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC, é a articulação das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde com as Secretarias de Assistência Social para identificar estratégias que potencializem o alcance desse público-alvo.

Gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz deverão comprovar a condição de risco conforme recomendações de comprovação do grupo de comorbidades. Para vacinação das demais gestantes e puérperas, conforme a faixa de idade definidas na segunda fase. É preciso comprovação do estado gestacional que podem ser feitas através de carteira de acompanhamento da gestante/pré-natal, laudo médico ou fase de puerpério, por meio de declaração de nascimento da criança, certidão de nascimento), e pertencer à faixa de idade recomendada para a vacinação.

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