Cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital São Carlos de Lagoa da Prata

Cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital São Carlos de Lagoa da Prata

A decisão foi tomada de acordo com a avaliação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes-Minas-Covid-19) da Secretaria da Saúde, e outros fatores como os indicadores da covid-19 na Macrorregião Oeste. 

Karine Pires e Matheus Costa

As cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital São Carlos de Lagoa da Prata até o dia 17 de fevereiro. Em ofícios publicados no mês de janeiro e, recentemente, no dia 2 de fevereiro, a Fundação São Carlos, mantedora do Hospital São Carlos (HSC) de Lagoa da Prata, informou que a decisão foi tomada de acordo com a avaliação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes-Minas-Covid-19) da Secretaria da Saúde, e outros fatores como os indicadores da covid-19 na Macrorregião Oeste.

As cirurgias eletivas foram suspensas anteriormente, entre os dias 19 de janeiro a 1 de Fevereiro. O relatório técnico da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG) recomendou a suspensão das cirurgias em 7 Macrorregiões: Centro, Jequitinho, Leste Leste do Sol, Nordeste, Sudeste e Vale do Aço. O documento apontou também a possibilidade de realização de cirurgias eletivas em outras 7 Macrorregiões: Centro Sul, Noroeste, Norte, Oeste, Sul, Triângulo do Norte e Triângulo do Sul.

Em 24 de dezembro de 2020, a SES/MG recomendou a suspensão da cirurgia em 6 macrorregiões de Saúde do estado, até que a situação epidemiológica se normalizasse.

De acordo com o parágrafo 10, “Deverão ser mantidas as cirurgias neurológicas, cardiológicas e oncológicas”.

O que são cirurgias eletivas

Cirurgias eletivas são aqueles procedimentos realizados por meio de marcação, ou seja, que não possuem caráter de urgência ou emergência.

Cenário pandêmico e referência no atendimento

Netwise

De acordo com o ofício, nesse quase um ano de pandemia, em Lagoa da Prata, foram 642 internações no Hospital São Carlos, sendo positivos para covid-19362 (56,38%) e negativos 280 (42,36%).

A taxa de mortalidade hospitalar dos pacientes com covid-19 internados na enfermaria foi de 7,32% (média de mortalidade em Minas Gerais: 20%), e na UTI-covid-19 foi de 19% (média de mortalidade em Minas Gerais: 48,8%).

Em se tratando de gênero dos 47 óbitos que ocorreram na instituição, 26 (55,31%) são do sexo masculino, 21 (44,69) são do sexo feminino.

No período estabelecido foram 94 pacientes entubados e necessitando de ventilação mecânica e 26 pacientes necessitaram de hemodiálise.

Até o dia 31 de janeiro de 2021, tiveram alta hospitalar 595 pacientes positivos para a covid-19.

Apesar do cenário, na macrorregião Oeste, o Hospital São Carlos se tornou uma das referências da região para tratamento dos casos mais graves da doença. Dentre todos os hospitais da região, o HSC foi o segundo hospital em número de internações de pacientes com covid-19 confirmado ou suspeito. Sozinho, o HSC admitiu 11% de todos os pacientes da Macro Oeste e está à frente, inclusive, do Hospital São João de Deus, que é a maior referência da região.

 

 

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