Cidades do Centro-Oeste de Minas ultrapassam três mil casos prováveis de dengue

Cidades do Centro-Oeste de Minas ultrapassam três mil casos prováveis de dengue

Foto: Prefeitura de Arcos/Divulgação

Lagoa da Prata também aparecem com uma taxa de incidência considerada muito alta no período analisado

As cidades que integram a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, somam 3.160 casos suspeitos de dengue em 2019. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e foram atualizados nesta segunda-feira (25).

No domingo (24), o G1 publicou uma matéria sobre as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti das Prefeituras de Divinópolis, Nova Serrana, Bom Despacho, Lagoa da Prata, Formiga e Arcos. Confira abaixo:

O número é 25,40% maior do que o registrado no último levantamento divulgado no dia 19, quando foram notificados 2.520 casos prováveis da doença. Além disso, o número registrado nesta segunda-feira também marca o terceiro aumento consecutivo das notificações na região.

Arcos segue liderando o ranking de cidades da região com o maior número de casos prováveis da doença, com 1.717 casos. No levantamento do dia 19, eram 1.572. A cidade, que já foi o município com mais casos notificados da doença em todo o estado, só não teve mais casos suspeitos do que Betim, com 2.650 registros, e Uberlândia, com 3.436 casos sob análise, no período.

Segundo a SES-MG, Arcos tem uma taxa de incidência de 4312,88 no número de casos suspeitos da doença – índice considerado muito alto pelo Ministério da Saúde.

A taxa de incidência da doença considera não apenas o número absoluto de casos prováveis (entre suspeitos e sob investigação), mas também a proporcionalidade dos casos em relação ao tamanho da população de um determinado município.

O outro lado

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Arcos afirmou que tem focado nas multas aos proprietários de terrenos baldios e lotes vagos do município. Em janeiro, foram feitos mutirões para recolher materiais que possam acumular água, sendo recolhidos mais de 220 caminhões de lixo.

Posterior a estas ações, foram feitas notificações coletivas para os proprietários de lotes vagos e terrenos baldios, que tiveram dez dias para se regularizar. Após o prazo, a fiscalização voltou às ruas e emitiu guias multando os proprietários que não se regularizaram. Já foram emitidas mais de 300 multas até o momento, segundo a assessoria.

Além disso, conforme a assessoria, o Hospital Municipal atende pacientes com casos suspeitos de dengue em uma área exclusiva, em um setor montado provisoriamente para conter a epidemia.

Outros casos

Além de Arcos, Iguatama, Martinho Campos e Lagoa da Prata também aparecem com uma taxa de incidência considerada muito alta no período analisado.

Iguatama, que tem 8.172 habitantes segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, registrou 108 casos sob investigação – o que deu ao município uma taxa de incidência de 1321,59.

Martinho Campos, que tem 13.463 habitantes segundo o censo do IBGE de 2017, registrou 235 prováveis notificações de dengue. Assim, a taxa de incidência de casos notificados na cidade foi de 1749,03.

Lagoa da Prata passou de 300 casos suspeitos de dengue, no último dia 19, para 350. A cidade, que tem 51.204 habitantes, também segundo o censo do IBGE de 2017, teve a incidência calculada em 683,54.

O G1 procurou as Prefeituras de Iguatama, Martinhos Campos e Lagoa da Prata e aguarda retorno.

São Gonçalo do Pará, Pimenta e Japaraíba tiveram suas taxas de incidência da doença considerada altas pela SES-MG. Com 58 casos suspeitos de dengue, São Gonçalo do Pará teve a taxa de incidência calculada em 483,94.

Pimenta, por sua vez, teve 32 notificações até esta segunda-feira e uma taxa de incidência de 366,97. Já Japaraíba, com 13 casos sob investigação, teve a taxa de incidência calculada em 301,76.

Candeias, com 25 notificações, Carmópolis de Minas, com 23, Itaguara, com 17, Itatiaiuçu, com 28, Pains, com 20, Pará de Minas, com 93 e Nova Serrana, com 109 casos em avaliação, tiveram taxa de incidência considerada média.

A maior cidade do Centro-Oeste Mineiro, Divinópolis, passou de 93 notificações, no dia 19 de fevereiro, para 137 casos suspeitos. Destes, 21 foram confirmados, segundo a Prefeitura.

Apesar do alto número, a taxa de incidência é considerada baixa pelo tamanho da população da cidade – 234.937 habitantes, segundo o censo do IBGE de 2017.

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