Câmara apresenta requerimento que solicita implantação do Corpo de Bombeiros em Lagoa da Prata

Câmara apresenta requerimento que solicita implantação do Corpo de Bombeiros em Lagoa da Prata

Vereador Cabo Nunes disse que após enviar ofício, mobilizará gestores, empresários e sociedade civil para agendar visita aos Bombeiros.

Ao centro, as vereadoras denunciadas Cida, Quelli e Josiane (Foto: Alan Russel).

Na sessão desta segunda-feira (23), o vereador Cabo Nunes apresentou um requerimento para que seja enviado ao Comando do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, solicitando que a cidade receba um batalhão. O ofício aponta as características do município, fala do problema específico das turfas e aponta que Lagoa da Prata necessita de um batalhão próprio.

Todos os vereadores votaram a favor do requerimento e muitos usaram a palavra se colocando à disposição da população para correr atrás de apoios e contrapartidas para que o ofício seja atendido e Lagoa da Prata possa receber o batalhão próprio.

Cabo Nunes disse que após enviar o ofício, irá mobilizar gestores, empresários e sociedade civil; para agendar uma visita no comando do Corpo de Bombeiros, solicitando implantação de batalhão em Lagoa da Prata.

Ambientalista pede maior atenção e cuidado nas áreas com incidências de turfas

O ambientalista Saulo de Castro há muitos anos acompanha os problemas das turfas na região de Lagoa da Prata e diz que primeiramente deve haver um trabalho de conscientização dos danos causados pelas queimadas.

“A primeira coisa que deve ser feita é um trabalho de conscientização. Mostrar para a população os males que as queimadas causam. Nos últimos dias a cidade inteira sofreu muito com as fumaças tóxicas. Devemos usar isso como forma de informar a população e mostrar que é muito perigoso, principalmente nessas áreas onde existem as turfas, fazer qualquer tipo de queimadas”, salientou.

Retirada dos drenos

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Saulo também foi enfático ao tratar das áreas onde existem incidências de turfas. Na visão do ambientalista, deve ser feito intervenções nessas áreas e deixar que a própria natureza se encarregue de se recuperar naturalmente.

“Não é a primeira vez que sofremos com a queima das turfas. Se não for feito algo concreto para a recuperação das regiões de veredas, estaremos sempre à mercê desses incêndios subterrâneos. E a população inteira sofre com isso. O que deve ser feito é intervir nos drenos que existem nessa região que vem desde a antiga lagoa do brejão, passando pela região da antiga fazenda Donana, até onde é hoje o Bairro Palmeiras. Toda essa região era vereda, era região alagada com muito teor de matéria orgânica. Fechando os drenos, nas primeiras chuvas o solo vai ficar encharcado e naturalmente a região irá se recuperar. Se por ventura vier acontecer novos incêndios nessas áreas, o fogo só irá atingir a mata e o subsolo estará protegido”, explicou Saulo.

Para que esse trabalho de recuperação seja feito deve ter interesse conjunto tanto os donos das terras, como também a Secretaria de Meio Ambiente do município. A população de Lagoa da Prata que há muitos anos sofre com as queimadas das turfas e consequentemente com a fumaça tóxica espera bom senso dos envolvidos, para que os problemas causados com os incêndios subterrâneos sejam resolvidos de uma vez por todas.

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