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Biosev reafirma compromisso com a prevenção e combate aos incêndios

Lagoa da Prata e região vivem um dos piores cenários de sequidão, agravadas ainda mais com as queimadas criminosas. Em coletiva, Biosev falou sobre ações de combate aos incêndios.

Rhaiane Carvalho 

Lagoa da Prata e região vivem um dos piores cenários de sequidão, agravadas ainda mais com as queimadas criminosas. Nesta quarta-feira (7), Lagoa da Prata foi tomada por uma nuvem intensa de fumaça e gerou muitos questionamentos nas redes sociais por parte da população. O incêndio resultou em 267 hectares, sendo 60 hectares de palha e 207 hectares de canas, com seis focos de incêndios distribuídos em três fazendas da empresa Biosev. “Estou há 7 anos na empresa e esse é o ano mais crítico em relação ao combate a incêndios. É muito tempo sem chuva e não temos previsões para os próximos meses. Será um ano muito difícil de combate aos incêndios”, disse o gerente agrícola da Biosev, Rafael Silveira.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (8), a Biosev, por meio, do superintendente Leonardo Lovato, o supervisor de segurança e meio ambiente José Lucas, o supervisor de produção agrícola Lucas Marins, e o gerente agrícola Rafael Silveira, reafirmaram o compromisso da empresa com a prevenção e o combate aos incêndios, principalmente, no que tange seus canaviais. 2021 vem sendo considerado como um dos anos com menos chuvas, conforme dados da empresa. Em março, que geralmente é um mês chuvoso, o total de 87,0 ficou muito abaixo da média histórica, que equivale a 165,1. Em abril, a situação foi ainda mais crítica com apenas 0,6, sendo que a média histórica é de 66,4. Nos meses de maio e junho foram registrados consecutivamente 14,6 e 0,2 de chuva. Um índice baixíssimo, também considerando a média histórica que refere-se a 50,9 em maio e 27,5 em junho, conforme explicou o supervisor de produção agrícola, Lucas Marins.

Segundo o comandante da Polícia Ambiental de Lagoa da Prata, Leonardo Ribeiro Borges, as áreas afetadas por queimadas são, praticamente, as mesmas todos os anos, mas que algumas ações podem ser feitas para minimizá-las. Ele também afirmou o compromisso de levar aos superiores da Polícia para que também ocorra por parte deles maior patrulhamento para ajudar na fiscalização.

 “O Monjolinho, Forquilha, Peteca, Capão Vermelho, nessa época, os incêndios são fatais. Precisamos de uma patrulha, pois as pessoas se sentem inibidas. A área de plantio da Biosev não tem nada de turismo, as pessoas utilizam as estradas para chegar a um local, então se a empresa tiver uma viatura para abordar quem estiver parado ali num veículo já vai gerar um desconforto pra quem ali está”.

Outro ponto destacado na reunião é que as Polícias Ambiental e Militar deram sugestões, além do patrulhamento, estreitar relacionamentos com o Departamento de Estrada e Rodagem (DER), já que o segundo maior motivo dos incêndios são as queimadas em beiras de estrada, sendo um dos motivos os descartáveis, como papéis, cigarro, vidro, dentre outros, sendo necessária uma parceria entre a empresa e o órgão para que as ações possam ser mais efetivas. Após as sugestões, o superintende Leonardo Lovato falou sobre o assunto. “Em situações mais críticas, como essa que estamos vivendo, já foram feitas ações de patrulhamento. Todos esses pontos serão analisados e eu agradeço todas as sugestões, pois é muito pertinente ouvir todos os órgãos de segurança para que possamos juntos combater as queimadas que não fazem bem para ninguém”.

Há treze anos, a empresa de Lagoa da Prata encerrou o processo de queimadas que fazia parte do sistema de colheita da cana e, desde o ano de 2016, passou a realizar a colheita 100 % mecanizada.

Lucas Marins explicou as medidas que a empresa toma para conter o fogo. (Foto: Laiana Modesto/Jornal Cidade).

Combate

Estabelecendo práticas ambientais e cumprindo a legislação, a empresa vem investindo em campanhas e tem como uma de suas prioridades em sustentabilidade a prevenção e o combate aos incêndios, especialmente durante o outono e inverno, quando o tempo mais seco favorece as condições de incidência e propagação de incêndios nos canaviais e áreas do entorno. A empresa fará uso de helicópteros, caminhões de apoio, equipe de brigada e drones para atuarem na fiscalização de autores de incêndios criminosos. Além do uso de tecnologia via satélite, que fará o monitoramento 24 horas.

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