Biosev investe no plantio e colheita 100% mecanizados

Biosev investe no plantio e colheita 100% mecanizados

Colheita mecanizada sem uso de fogo

Com a mecanização, a empresa também incorpora políticas de desenvolvimento sustentável na fabricação de seus produtos e processos. A preocupação com a preservação do meio ambiente está ligada diretamente ao planejamento estratégico da Biosev.

Embora a mecanização seja uma tendência do mercado sucroalcooleiro, a técnica ainda é uma novidade para diversas empresas. Diferente disso, a Biosev, unidade de Lagoa da Prata, buscou o desenvolvimento das técnicas para garantir a eficiência e qualidade na operação e na oferta de seu produto. A unidade já adota o plantio e a colheita 100% mecanizados. Além disso, a empresa possui uma estrutura que compõe sistemas com
sinal de satélite, que facilitam o acompanhamento em tempo real do trabalho das máquinas.

Com uma frota de 500 máquinas e implementos, a empresa ocupa uma área própria de mais de 39 mil hectares de lavoura.

A colheita na safra 2016 da Biosev está sendo 100% mecanizada. A empresa vem investindo há 10 anos na mecanização do processo, que oferece maior bem estar à população, tecnificação da mão de obra necessária para a operação de máquinas e equipamentos, traz benefícios ao solo e preserva o meio ambiente. Outro ganho importante para a empresa e a comunidade é a extinção das queimadas. Desde o ano passado, a Biosev, em parceria com a Polícia Ambiental, vem desenvolvendo ações para coibir incêndios criminosos. Criando também um disque denúncia para auxílio à população, cujo número é 0800-940-9199.

Em entrevista ao Jornal Cidade, o supervisor de desenvolvimento agronômico Luiz Carlos de Castro Rezende, que está na empresa há 9 anos, ressalta que a colheita 100% mecanizada aumenta a produtividade, melhora resultado do produto, propicia a manutenção da áreas ocupadas e um meio ambiente mais saudável.

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Jornal Cidade: O que é o plantio mecanizado e a colheita
mecanizada?

Luiz Carlos de Castro Rezende, supervisor de desenvolvimento agronômico
Luiz Carlos de Castro Rezende, supervisor de desenvolvimento
agronômico

Luiz Carlos: O plantio mecanizado e a colheita mecanizada é o emprego de máquinas agrícolas na execução das tarefas, sem que tenha grande emprego de trabalho braçal como era feito num passado recente. No plantio mecanizado temos o trator acoplado à plantadora que executa a operação de sulcação, distribuição de mudas e cobrição. Já na colheita mecanizada é a máquina (colhedora) que faz o trabalho sem o uso de fogo, como era feito com o corte manual.

Quais os benefícios?
Os benefícios são enormes. Na colheita mecanizada primeiramente, temos a construção de um melhor ambiente de solo, onde a palha favorece a fertilidade e a manutenção da umidade. A máquina não precisa de queima da matéria-prima para execução da colheita, sendo também uma grande vantagem. A queima, ao contrário do que se pensa, é muito pior, pois dificulta o desempenho da máquina como também sua manutenção e limpeza. Sem a queima também temos uma matéria-prima de melhor qualidade.

O plantio e a colheita mecanizada reduzem custos para a empresa? Quais os custos reduzidos?
Os custos das operações mecanizadas são menores. O custo de colheita e plantio apresenta redução na ordem de 10%, além de oferecer uma atividade mais segura.

Quando o plantio e a colheita são mecanizados o processo
de produção é mais rápido? Há menos perda de matéria?
Todo o processo se torna mais dinâmico e consequentemente mais efetivo. Notamos maior aproveitamento da estrutura e uma operação mais segura.

A empresa possui algum método de monitoramento e gerenciamento das máquinas que fazem o plantio e a colheita?
Sim. Para a gestão de toda essa frota temos hoje o COA (Central
de Operações Agrícolas), que é uma rede de monitoramento das nossas operações on-line. Ou seja, de dentro de uma sala acompanhamos como está a operação e conseguimos tomar
as ações rápidas e eficazes.

Qual o número de veículos destinados ao plantio e à colheita que a Biosev possui?
Para o plantio e colheita mecanizada estão envolvidos mais de
500 máquinas e implementos.

A Biosev tem investido cada vez mais em tecnologia agrícola. Por que isso é importante?
É fundamental. E a principal importância vem da competitividade de mercado. Ou seja, com a tecnologia agrícola conseguimos reduzir custos, aumentar a eficiência e a produtividade.

A colheita mecanizada faz com que as queimadas sejam
reduzidas? Por que?
Sim, hoje a nossa colheita é 100% mecanizada e sem queima, o que poucas usinas no Brasil conseguem. Quando se tem a queima perdemos também na qualidade da matéria-prima, pois temos muita perda de sacarose pelas altas horas de queima (permanência da planta queimada sob influência do ambiente). Ao contrário do que se pensa, a queima não é vantajosa para a empresa, por isso, hoje não usamos a prática. Até o ano passado possuíamos uma porcentagem das áreas abrangidas que tínhamos a necessidade do emprego da queima controlada para o corte da cana, porém, tudo regulamentado pelos órgãos competentes. A cada hora que a cana fica queimada se perde exponencialmente a qualidade da matéria-prima. A queima faz com que o solo perca algumas características agronômicas favoráveis, além de prejudicar um dos maiores patrimônios da empresa, que é a lavoura.

Netwise

Quais os principais pilares da mecanização do plantio
e da colheita?
O principal pilar para a mecanização está ligado a um bom planejamento operacional.

Para o solo, o plantio e a colheita mecanizada são melhores?
Com a mecanização conseguimos a manutenção de um ambiente de solo mais favorável para a planta. Também são imensuráveis os ganhos ambientais.

Uma dúvida muito frequente das pessoas é que quando uma empresa investe em tecnologia perde-se muito em questão de mão de obra, o que, de certa forma, reflete na questão do desemprego. A Biosev tem a preocupação de investir sim em tecnologia, mas também de sempre abrir novas vagas para dar mais empregos para a população?
Não olhamos por esse viés. O que acontece é que passamos a ter a necessidade de uma mão de obra mais qualificada. Com a presença da tecnologia e com a melhoria dos processos não deixamos de contratar, mas passamos a ter a demanda da qualificação, sendo a qualificação profissional um dos nossos maiores investimentos a cada safra.

Como era feito o plantio e a colheita no modo antigo?
Antes o plantio era semi-mecanizado, pois também precisávamos da intervenção de máquinas para fazê-lo, porém com intervenção da mão de obra braçal. Já a colheita era feita 100% por pessoas, com o corte manual e hoje a colhedora substituiu toda essa operação.

A colheita e o plantio mecanizados exigem condições específicas para apresentar os resultados desejáveis?
A colheita é feita sempre preferencialmente entre os meses de abril e novembro, por se tratar dos meses mais secos do ano, e para aproveitarmos melhor a disponibilidade das máquinas. Já o plantio é realizado o ano todo e mais concentrado de novembro até abril, mas de maio até outubro é feito em quantidade menor e onde se utiliza a prática da irrigação/fertirrigação.

Quais foram os principais avanços tecnológicos da empresa no campo e o que isso reflete nas atividades da empresa?
Hoje temos uma estação de produção de mudas M.P.B (Mudas pré brotadas), que tem maior sanidade e maior vigor. Desta forma garantimos uma lavoura com maior qualidade e maior produtividade. Temos também a colheita com 100% de cana crua, onde não realizamos mais a prática da queima. Posso citar também o COA (Central de Operações Agrícolas), monitorando 100% dos nossos equipamentos de plantio e colheita. O emprego do piloto automático também é um avanço que vale e muito a pena citar, pois ele auxilia a operação a entregar um resultado de maior qualidade e eficiência.

Por qual motivo a empresa adotou a colheita mecanizada?
Ao longo dos anos tivemos uma evolução na proibição da queima,
onde a cada ano tínhamos que reduzir o percentual de colheita de cana queimada. Nisso, acendeu uma luz para o nosso setor de que tínhamos que nos adequar. Então, começou-se a estudar e desenvolver máquinas e equipamentos para atender a demanda das usinas. Com essa evolução e com esse desenvolvimento de máquinas e até do processo em si começamos a visualizar muitas outras vantagens que estão ligadas aos ganhos de eficiência, produtividade, redução de custos, maior qualidade e redução de acidentes

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