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Audiência pública debateu problemas de alagamento e sujeira em Lagoa da Prata

A audiência aconteceu no Plenário da Câmara Municipal nesta quinta-feira (26), onde cidadãos tiveram a oportunidade de explanar seus problemas em busca de soluções às consequências dos alagamentos causados pelas chuvas.

Aconteceu nesta quinta-feira (26), uma audiência pública na Câmara Municipal de Lagoa da Prata, que teve como objetivo discutir a prevenção e o enfrentamento às consequências da chuva, em especial os pontos de alagamento na cidade.

A audiência ouviu as demandas da população atingida pela falta de escoamento das águas das chuvas, discutiu soluções com instituições públicas, a fim de possibilitar medidas que minimizem prejuízos e garantam apoio social e financeiro.

Na ocasião, estiveram presentes  o vice-prefeito, Joanes Bosco, os presidentes do Codema e do Conselho da Cidade, representantes da Polícia Ambiental, Defesa Civil, secretário de Meio Ambiente, secretário de Obras e Urbanismo, o arquiteto Carlos Brasil Guadalupe, diretor e engenheiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Lagoa da Prata.

O Jornal Cidade esteve na ocasião para acompanhar o debate. De início, foi dado 20 minutos para o representante do Saae, Astácio Corrêa Neto, onde ele mostrou nove pontos críticos da cidade que sofrem com o alagamento das chuvas, e soluções que poderia acabar ou diminuir o transtorno. No entanto, o valor das obras em todos os pontos ficaria em mais de R$ 30 milhões

“Lembrando que esse é um preço de 2018. A gente sabe que o município não tem recursos para tudo isso, então esse projeto teria que ser levado para Brasília buscar recursos”, disse Neto.

Reivindicações da população

Um dos representantes do Bairro Dona Alexandrina falou sobre um dos pontos iniciais de alagamento do córrego Chico Silveira. Segundo ele, os moradores do bairro reclamam de uma obra nova na Rua dos Ferroviários, onde fizeram uma contenção no córrego, que quando chove, a água sobe no calçamento e entra nas casas. “Como ali é céu aberto, o que pode ser feito para que essa água não chegue nas casas dos moradores?”, foi a pergunta dele.

Outra cidadã presente na reunião disse que estava super animada para a ocasião, mas desanimou ao ver o preço apesentado pelo Neto do Saae para possíveis soluções. “Na rua onde eu moro também é um ponto de alagamento, só é que fácil de responder. Onde eu moro é quase nos terrenos do Córrego do Pitico, os bueiros que tem lá são bons, mas não contém toda a água que vem do Bairro Nossa Senhora das Graças. Eu fiquei sabendo que tem planejamento de asfalto lá na minha rua, glória a Deus se for. Mas tem um problema, o esgoto. Não adianta fazer asfalto lá do jeito que o esgoto está, será dinheiro perdido. E as soluções dos problemas que foi citado aqui que custa milhões, isso é problema de falta de planejamento. É a mesma coisa que acontece dos anos passados está acontecendo agora, se não tiver planejamento esses problemas nunca vão acabar. É problema com lixo, é problema de alagamento, das queimadas”.

Um cidadão falou sobre um piscinão que se forma entre as ruas Santo Antônio e Tomé de Souza. “A minha casa está sendo alagada por esse piscinão, que já chegou a carregar um carro pela rua. Então eu queria pedir a ajuda dos vereadores que puder. Então é só chover com mais quantidade que a situação fica complicada para nós”.

Dada a palavra para outro cidadão, este disse que, em sua opinião, todos os problemas citados até o momento são proeminentes de sujeiras. “Lagoa da Prata é uma cidade suja, é uma cidade onde as pessoas não têm educação, digamos assim. Outra coisa, não adianta você ter bueiros e não ter o sistema de assoreamento; os bueiros estão todos entupidos agora na seca, dessa forma, quando chover vai inundar tudo mesmo. E ali é uma coisa fácil de resolver: faça-se uma depressão que resolve o problema da água e da parada obrigatória do trânsito. Mas, infelizmente Lagoa da Prata enquanto a gente não cuidar da limpeza pública, nós vamos continuar tendo esses problemas”.

Em seguida, a palavra foi passada para outra cidadã que falou ser moradora próxima ao Parque Buritis. “É como se o parque não existisse porque ninguém falou nada. Eu sofro com aquilo lá há anos, não é de agora e todos vocês sabem. Eu não aguento mais, quando começa a trovejar eu fico tremendo de medo porque eu já perdi tudo, meus colchões já saíram boiando. Então eu queria saber o que você estão pretendendo fazer com aquilo, porque lá está imundo, e se lá é tão importante para Lagoa da Prata como se diz, que é uma caixa d’água que abastece os postos, um lugar de muito valor, está esquecido porque lá virou lixo. Eu não vejo ninguém ir lá fazer nada, e eu estou pedindo, implorando, que vocês enxergassem lá com olhos do coração”.

Depois, a palavra foi passada pra o representante da Polícia Ambiental, Sargento Leonardo, que reforçou que o problema da cidade é o lixo. “Na minha concepção, o problema de Lagoa da Prata é limpeza. Se você precisar de jogar um colchão fora, o que você vai fazer com ele amanhã? Uma televisão ou uma cama, por exemplo, sabe o que o pessoal está fazendo? Queimando ou jogando perto da casa dos outros. Então a gente tem que ter mais educação e disponibilidade de recolher lixo. Não é só nessa administração, é na anterior, é na região inteira. Eu falo que estão usando a política, na minha concepção, errada. Onde tem lixeira o pessoal está pedindo para tirar porque já está transbordando lixo, mas se não tiver essa lixeira o pessoal vai jogar lixo na rua ou no meio das canas, e isso tudo na hora que chove vai para os córregos. Então, o que eu tenho para falar como policial e como morador: o que a gente precisa é de limpeza em todas as áreas”.

Por fim, as reivindicações foram ouvidas e anotadas a fim de serem solucionadas. Certamente são projetos que não ficarão prontos do dia para a noite. As soluções apontadas pelo Astácio Corrêa Neto do Saae, por exemplo, estimavam um tempo de 10 anos, além de precisar de uma verba enorme. Mas depois da oportunidade de serem ouvidos, a população esperará esperançosamente que os transtornos com alagamento na cidade e em suas casas sejam resolvidos ou, para início, pelo menos amenizados.

Cidadãos e autoridades que estiveram presente na reunião (Foto: Câmara Municipal de Lagoa da Prata/divulgação)
Cidadãos e autoridades que estiveram presente na reunião (Foto: Câmara Municipal de Lagoa da Prata/divulgação)

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