Atleticana fanática ousa em cerimônia e casa de preto e branco em Lagoa da Prata

Atleticana fanática ousa em cerimônia e casa de preto e branco em Lagoa da Prata

Marido é cruzeirense, mas consentiu decisão da esposa. Celina mora em Belo Horizonte, mas realizou o casamento em Lagoa da Prata, onde reside a família.

Durante cerimônia, banda tocou o hino do Galo e música 'Vou Festejar' de Beth Carvalho. (Foto: Celina Silva/Arquivo Pessoal).

No dia 19 de outubro, Celina Silva resolveu sair do casamento tradicional e colocar sua própria personalidade na cerimônia. Atleticana fanática desde pequena por influência do pai, vestiu um vestido preto e branco e surpreendeu os convidados em Lagoa da Prata. “Eu sempre soube que casaria com o Galo… Brincadeira, sempre soube que casaria de Galo”, disse.

Era desejo da analista de Recursos Humanos homenagear o time do coração em seu casamento, mas ainda não tinha certeza de como. A ideia de bordar o Galo Volpi no véu, surgiu justamente devido a simbologi

Marido ficou sabendo da cerimônia temática uma semana antes do casamento. (Foto: Celina Silva/Arquivo Pessoal)

a do acessório que ao mesmo tempo que remete a delicadeza, seria uma forma de literalmente entrar vestindo o símbolo do seu time.

Ao certo, ela sabia que seria uma cerimônia que daria o que falar, mas a paixão pelo time é tanta que Celina não se importou se seria julgada por casar de uma maneira diferente. “Não houve julgamento, pelo menos não na minha frente. A família do meu pai é toda atleticana e entraram na brincadeira. A reação foi muito receptiva, pois ficou delicado, meigo e com minha cara de Galo”, ressaltou.

O noivo, que agora é esposo Kellerson Oliveira Sguisato é cruzeirense e precisou adequar à ideia, mas segundo Celina, ele é “um cruzeirense que não acompanha o time. Por isso dá certo”.

No entanto, Kellerson ficou sabendo da cerimônia temática faltando apenas uma semana, felizmente compreendeu bem!

Os detalhes

Durante a cerimônia, o time alvinegro esteve presente em diversos detalhes, como o véu da noiva e em música. O time ainda apareceu em vários outras partes do casamento. O pajem, que antecedeu a entrada de Celina, usava uma camisa do time e uma plaquinha escrito “lá vem a galoucura” representando a chegada da própria noiva. As madrinhas estavam todas de preto e as damas de honra com pequenos detalhes pretos nos vestidos. Teve uma banda que tocou o hino do Galo e a música Vou Festejar, de composição da cantora Beth Carvalho, que é considerada o segundo hino do Galo. Nesta hora a emoção bateu forte!

“Eu tenho uma paixão incontrolável pelo Atlético Mineiro e ver meus familiares, amigos e meu pai cantando comigo foi a melhor sensação. Era como se eu estivesse no estádio em um jogo do Galo, e olha que vou em todos os jogos. O véu é uma característica muito forte da noiva. Eu queria que tivesse alguma coisa do Galo, mas que fosse alguma coisa meiga, singela e ao mesmo tempo elegante. No véu eu estava carregando o Atlético comigo, o orgulho de ser atleticana”, declarou Celina.

Empoderamento feminino

Certamente, a atitude de Celina fez outras mulheres se inspirarem a saírem da ‘caixinha’ para se casarem da forma que quiserem, com o tema que quiserem. “Mostre sua personalidade. Seja autêntica. Seja você e dá forma que gosta. Eu amo meu esposo e sou apaixonada pelo Galo. Junte as paixões e não há erro na escolha”, finalizou.

Celina deixou mensagem de incentivo para mulheres casarem como quiserem. (Foto: Celina Silva/Arquivo Pessoal).

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