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Articulação contra a proibição de fogos em BH tem resposta positiva

Foto: Ascom/S.A.Monte

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, recebeu o líder do Executivo de Santo Antônio do Monte, Dinho do Braz, na manhã do dia 11 de setembro, para discutirem o Projeto de Lei (PL) 147/2017, que prevê a proibição da fabricação, comercialização, manuseio e soltura de fogos de estampido (foguetes) na capital mineira. A reunião contou com a presença do vice-prefeito de Samonte, Luís Resende, representantes do Sindicato das Indústrias de Explosivos de Minas Gerais (Sindiemg), do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fogos (Sindifogos), o ex-presidente do Clube Atlético Mineiro, Ricardo Guimarães e Márcio Alaor.

Em nota, o prefeito Dinho do Braz fala do resultado da reunião. “Mais de 10 mil empregos, diretos e indiretos, que a indústria de fogos de Samonte gera, estavam ameaçados. Se esse projeto fosse sancionado afetaria diretamente não só Santo Antônio do Monte, mas cidades vizinhas, como Lagoa da Prata, Japaraíba, Moema, Pedra do Indaiá, e Itapecerica. O Márcio Alaor articulou este encontro, e o prefeito de Belo Horizonte entendeu a nossa situação, e nos atendeu prontamente”, ressalta.

A possibilidade da proibição de comercialização de produtos que formam a base da economia da cidade e emprega milhares de pessoas da região mobilizou a categoria, como conta o presidente do Sindiemg, Jorge Filho, que comemorou o desfecho da reunião. “Notícias de proibição de fogos sempre são recebidas com indignação pelos empresários. Ficamos felizes pelo resultado positivo, uma vez que o prefeito e vereadores (de Belo Horizonte) entenderam a complexidade de um projeto lei, proibindo soltura de fogos de artifício, desse porte for sancionado. O impacto social e econômico seria total, pois projetos sem nexo ou estudos aprimorados não levam a nada”, concluiu.

Em Santo Antônio do Monte existem hoje 55 fábricas de fogos registradas, 35 delas estão no município, impactando diretamente cerca de 190 mil pessoas. O projeto havia sido aprovado em primeiro turno no início de agosto, o autor é o vereador de Belo Horizonte Osvaldo Lopes (PHS). Ele defende que os artefatos causam danos a animais, às crianças, enfermos e idosos, e não considera que, se sancionado, não irá gerar desemprego devido a alternativas de  comercialização de outros produtos.

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