Em Formiga, investigação analisa se coveiros recebiam propina para segurar vaga em cemitério

Segundo a denúncia, eles enterravam um caixão vazio e, em seguida, colocavam uma placa com o nome da família.

O Mnistério Público de Minas Gerais (MPMG) está realizando nesta sexta-feira (9), em Formiga, o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra servidores e ex-servidores do Serviço Municipal de Luto.

De acordo com as primeiras informações, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis cautelares, como afastamento do serviço público, recolhimento noturno e dias de folga. Também já foram apreendidos vários documentos que comprovam os fatos investigados.

A investigação analisará se coveiros da cidade recebiam propina para segurar um lugar no cemitério da cidade. Eles enterravam um caixão vazio e, em seguida, colocavam uma placa com o nome da família. Quando morria alguém daquela família, eles tiravam o caixão vazio e enterravam o corpo.

As investigações ainda apontam que era cobrado R$25 por túmulo. Até agora, o que se sabe é que seis coveiros e um aposentado faziam parte do esquema. O servidor aposentado, segundo a investigação, foi quem deu início ao esquema em 2007.

Ainda conforme o MP, cada coveiro cuida de 100 túmulos.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Formiga informou que tomou conhecimento da operação comandada pelo Ministério Público e já tinha procedimento administrativo instaurado contra um dos investigados. Além disso, informou que não compactua com esse tipo de conduta e que está à disposição no auxílio das investigações

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