Alunos relatam dificuldades na realização do Enem e notam desorganização em alguns locais de prova

Alunos relatam dificuldades na realização do Enem e notam desorganização em alguns locais de prova

Nossa redação conversou com alunos de Minas Gerais para saber o que acharam da prova e como foram realizados os procedimentos de segurança contra a covid-19.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 teve a primeira etapa realizada neste fim de semana. O INEP havia adiado o exame que seria realizado em outubro do ano passado, no entanto, devido à pandemia da Covid-19, o exame foi adiado para o início deste ano com expectativas de que os indicadores da doença no país estivessem melhores, o que não aconteceu e o exame continuou mantido mesmo com a pressão de alunos e movimentos estudantis sendo contra a sua realização.

Nossa redação conversou com alunos de Minas Gerais para saber o que acharam da prova e como foram realizados os procedimentos de segurança contra a covid-19. Marina Castilho realizou o exame em Passos e notou que a organização do exame não teve tantos cuidados como no dia que prestou o vestibular da Fuvest, pois não houve tantos cuidados como distanciamento e álcool com pano nas mesas. Com relação aos aplicadores, Marina notou que eles usavam máscaras sem utilizar a face shield por cima.

“Agora, no Enem já não foi tão assim né?! [Se referindo aos cuidados]. Na hora que a gente chegou também deram álcool em gel, a gente passou na mão, mas não tinha o pano para a gente limpar a mesa e não tinha as carteiras marcadas. Porque no vestibular (da Fuvest) eles marcaram as carteiras que poderiam ser usadas e em cada lugar tinha um nome de um participante né?! Já no Enem, não! Você sentava aonde você queria e não tinha tanto distanciamento assim, mas em todo caso, a sala era maior e não estava tão lotada assim.  Na minha sala, olha, acho que mais da metade faltou, não foi todo mundo. E todo mundo nas outras salas com quem eu conversei também falaram que estava faltando muita gente.” Explica, Marina.

Em Lagoa da Prata, Igor Gabriel realizou a prova na Escola Monsenhor Alfredo Dohr, o candidato achou o local organizado e também afirmou que as aplicadoras seguiram todos os critérios em relação à covid-19. “Ficamos afastados por 1 carteira e todos de máscara o tempo todo”, afirma o candidato. Em relação ao conteúdo cobrado nas provas, Igor ressalta que achou complexo e bem superior comparado ao nível de conhecimentos de alunos recém formados

 “Sobre a prova, as questões não estavam a nível de jovens que acabaram de formar, as questões estavam super complexas e não levaram em consideração o momento que estamos vivendo. Difícil, não caiu temas que geralmente caem todo ano.”

O nível das provas também chamou a atenção de Matheus Costa, que ressaltou que isso pode prejudicar alunos de todos os ensinos.

“Estudei em escola pública, mas fiz cursinho há um tempo, o que me ajudou muito. E não, eu não acho que a prova estava acessível para muitos alunos de qualquer ensino, principalmente em um ano 100% EAD. Todas as questões pareciam ser de filosofia, porque o sentimento que eu tive foi de que os professores que fazem as questões quiseram fazer uma prova mais filosófica. Questões que alunos estudam o ano inteiro e que sempre caem no Enem, como regência, primeiro e segundo reinado, não caíram; aquelas questões “decoreba” mesmo pra ver se o aluno realmente estudou, não tinha. A prova de português tinha tanta palavra desconhecida e que demanda um conhecimento maior da língua que realmente, dificultou muito a interpretação dos textos. Agora, sobre a redação, não tenho nada a reclamar. É um assunto pertinente e que está em alta desde o ano passado principalmente por causa da pandemia.

Netwise

Ana Luíza Lucena Lucena de Arcos ressalta sobre todo mundo estar preparado ou não para a prova.

“Estamos em um ano extremamente atípico, ninguém imaginava o que viveríamos. Nós estivemos privados do ensino, porém isso não atingiu a todos de forma igual. Marcar o Enem para janeiro foi para nos botar para disputar em condições muito adversas. Sobre os cuidados, me senti segura, realmente fizeram tudo corretamente. Mas não é só isso. Será que todo mundo está preparado igualitariamente, uma vez que muitos não possuíram assistência, internet ou livros para se prepararem para o exame? Acho que não!”

Na segunda-feira (18), o Jornal Cidade abriu uma enquete em seu Instagram com a pergunta “Como foi fazer a prova do Enem neste momento de pandemia”; confira algumas respostas:

“Foi tranquilo, com todas as normas de segurança”

“Para mim foi normal, diferença maior é que não teve cursinho chegando fazendo bagunça”

“Bem tranquilo, tudo muito bem organizado”

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