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Adesão à vacinação infantil contra a covid-19 nas cidades do Centro-Oeste de Minas ainda é lenta, indicam os dados da SES-MG

Das cidades da região, Samonte é a que possui, até o momento, a menor cobertura vacinal pediátrica, com 35%. Em contrapartida, Arcos se destaca com 75% das crianças já imunizadas com a primeira dose.

Iniciada em todo território mineiro em janeiro deste ano, a vacinação infantil contra a covid-19 parece caminhar a passos lentos no Centro-Oeste de Minas e em todo o estado. Embora tanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, quanto especialistas em imunologia, tenham atestado a eficácia do imunizante para a faixa etária, a resistência dos pais à vacinação ainda é um obstáculo a ser contornado para que as cidades da região consigam uma cobertura vacinal mais abrangente.

Em uma conversa com a médica Synara Veloso Cardoso, foram esclarecidos alguns pontos sobre a vacinação infantil que, à época, causavam dúvidas e colocavam parte da sociedade contra a estratégia de imunização. Synara foi precisa ao ressaltar a importância das crianças, assim como os adultos, se vacinarem.

“A vacina previne a morte, dor, sofrimento, emergências e internação em todas as faixas etárias. Negar este benefício às crianças sem evidências científicas sólidas, bem como desestimular a adesão dos pais e dos responsáveis à imunização dos seus filhos, é um ato lamentável e irresponsável, que, infelizmente, pode custar vidas”, alertou. 

A médica ainda falou que mesmo sendo o número de casos graves e mortes seja menor entre crianças, isso não garante que infectados e infectados nessa faixa etária estejam fora de risco.

Os números do estado

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), a cobertura vacinal pediátrica em Minas Gerais é de 59%. Contudo, quando analisados os números da cidade da Região Centro-Oeste, verifica-se uma adesão menor – no caso de Samonte, por exemplo, a cobertura é de 35%, ou seja, quase a metade da cobertura do estado.

Lagoa da Prata também apresenta uma taxa menor se comparada ao estadual, mas perde por pouco, com uma adesão de 51%. Bom Despacho apresenta uma cobertura vacinal pediátrica de 54%, um pouco acima do município lagopratense, mas ainda inferior à taxa de Minas Gerais. 

Moema, Japaraíba, Formiga e Arcos são as cidades da região que se destacam na vacinação infantil e que superam a taxa de cobertura da imunização pediátrica do estado. Segundo os dados desta quarta-feira (17), Moema tem cobertura de 60%, Japaraíba de 66% e Formiga, 67%. 

Arcos, dentre os municípios imunizados, é o que mais tem logrado sucesso na vacinação de crianças. Até agora, 75% da faixa-etária já tomou a primeira dose.

A médica Synara Cardoso, ao Jornal Cidade, comentou que a vacinação infantil é segura e que os efeitos adversos, embora raros, são controlados, esperados e comuns a todo tipo de vacina. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou no dia 6 de janeiro uma nota em que informava que pesquisas feitas até o momento apontam a eficácia e a segurança da vacina aplicada na população pediátrica. A entidade indicou, ainda, como os imunizantes são essenciais para evitar formas graves da covid-19”, informou. 

Para consultar o vacinômetro na íntegra, clique aqui. 

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