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Ciclos intermináveis. A vida está cheia deles. A semana de sete dias, que culmina no final de semana para relaxar; o ano de 365/366 dias, que finda com uma grande festa de “réveillon”, a qual também marca o início de outro ano. E isso tem significado na existência humana.

Lembramo-nos de um texto que lemos no sexto período do curso de Psicologia, na disciplina de Cultura Religiosa, ministrada com excelência pela saudosa Prof.ª Patrícia Prado. Intitulado “A religião como fenômeno antropológico: elementos constitutivos do fenômeno religioso”, de autoria do Prof. Salustiano Alvarez Gómez, esse artigo traz interessantes pontuações sobre o sentido da festa e a importância dos ritos na experiência humana.

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Por trás das festas e datas comemorativas existe, sem sombras de dúvida, um ideal de mercado para acelerar a economia, o que ajuda a impulsionar vendas e lucros. Isso é muito importante para o mundo em que vivemos, pois não sejamos hipócritas de ignorar o dinheiro se vivemos em uma sociedade capitalista. No entanto, as datas de festa não precisam ser vivenciadas apenas desse prisma, pois existe um lado muito mais bonito nelas.

O lado ao qual nos referimos diz respeito ao laço com nossos entes e amigos mais queridos. Se não fossem os feriados, será que encontraríamos tempo pra rever os parentes que moram em outra cidade, ou aquele amigo que veio do exterior? Se não fossem os almoços de domingo, será que teríamos contato tão frequente com nossos avós, tios e primos? Então, são nesses momentos de pausa da rotina que podemos fortalecer nossos laços com as pessoas queridas, além de poder respirar para continuar tocando a vida.

Nenhum ser humano é máquina perfeita, e por isso precisa de um “time”. São nesses momentos de encerramento de um ciclo – seja da semana, do mês ou do ano – que podemos parar para analisar e refletir o que estamos fazendo com as nossas vidas e relações, e assim poder dar um novo formato caso o atual não esteja operando do modo desejado. Se mudanças não podem ser feitas, pelo menos adaptações, as quais podem fazer total diferença, por mínimas que sejam.

A vida é um ciclo sem fim, como diria a trilha sonora de “O Rei Leão”, se fazendo essencial respeitar os momentos de pausa e de movimento; respeitar os outros em sua substância única e se fazer respeitar. Se estiver difícil fazer isso, não se desespere. Sempre é momento para aprender e recomeçar, e fazer valer a vida e a convivência com os seres ao nosso redor.

Flávia de Castro Silva – CRP 04/45856 Psicóloga e atende no Espaço Crescer/ Maria Bruna Mota Pereira – CRP 04/45107 Psicóloga e atende na Clínica Reabilitar e ASAP.

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