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Porém, não economi­zaram nas críticas ao aumento da tarifa de esgoto imposto pelo SAAE

Durante a reunião da Câ­mara de Vereadores no dia 10 de agosto, o legislativo aprovou por sete votos a um o projeto que prevê a con­tratação de 25 funcionários para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). As vagas serão preenchi­das por meio de concurso público. Apenas o vereador Adriano Moraes votou con­trário ao projeto.

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Em um ofício enviado ao Poder Legislativo o di­retor da autarquia munici­pal, Antônio de Pádua Lima Sampaio, afirma que o SA­AE está trabalhando no li­mite, com falta de pessoal, o que, segundo ele, provo­ca atrasos na prestação do serviço. Emendas apresen­tadas pelos vereadores Na­tinho (PDT), Cida (PRB) e Quelli Couto (PPS) tentaram reduzir para 22 o número de servidores contratados, mas foram rejeitadas pelo plená­rio Porém, serviram para co­locar na pauta de discussão o funcionamento da Esta­ção de Tratamento de Esgo­to (ETE) e o aumento da ta­rifa de esgoto.

Para a vereadora Quelli, os três cargos que as emen­das pretendiam excluir são dispensáveis para os traba­lhos da autarquia. “Quanto ao Técnico em Segurança do Trabalho, sabemos de sua importância, porém, o SAAE deveria fazer a contratação de nível 1 (que é quando o funcionário inicia a carreira dentro de uma empresa). A emenda pede que a vaga de Químico não seja criada ago­ra, pois já existe esse profis­sional no local. A outra vaga que estamos retirando tam­bém é para Chefe de Setor, pois no SAAE já existem 11 chefes de setor. Cada cargo desse recebe cerca 3.779 re­ais. Estamos retirando 3 va­gas que são dispensáveis”, enfatizou.

O parlamentar Adria­no Moreira foi contrário à exclusão dos três cargos do texto original do projeto. “Quem faz a análise da água é o químico. Aí vem um mo­rador e fica doente ao con­sumir uma água ou um pei­xe de um local contamina­do, e posteriormente pre­cisamos pedir uma análise dessa água. Quem irá fazer? Também é o caso do Técni­co em Segurança do Traba­lho. Uma obra daquela pre­cisa ter, sim, esse profissio­nal. Por isso sou contra essa emenda”, frisou.

AUMENTO DA TAXA DE ESGOTO EM PAUTA

De acordo com a presiden­te Quelli, a direção do SAAE enviou aos vereadores uma planilha de custos anuais de operação da ETE, que será de 2 milhões 464 mil reais. E com o aumento da taxa de esgoto, de 30% para 90% do valor cobrado pelo consu­mo de água do contribuinte, a autarquia prevê arrecadar 3 milhões 669 mil reais ao ano. “Sobrará 1 milhão 204 mil para investimentos. Se­rá que o SAAE precisa dei­xar um caixa desse tão alto e que está pesando no nosso bolso? O SAAE não é banco”, criticou Quelli.

O vereador Paulo Perei­ra concordou com a colega e disse que o valor da taxa foi reajustado de forma ex­cessiva. “Esse valor de cai­xa mostra o quanto foi erra­do aumentar essa taxa. Estão penalizando a população em dosagem muito maior que necessário”, afirmou.

Já o parlamentar Adria­no Moreira chegou a colocar em dúvida o benefício da es­tação para o município. “Às vezes passa pela minha ca­beça se essa ETE não é um presente de grego. Infeliz­mente, trouxeram uma obra com um investimento de 32 milhões de reais, mas não tem como manter o funcio­namento do local. E aí o cidadão tem que pagar esse valor em um momento tão crítico que estamos vivendo”, disse

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