COMPARTILHAR
Vereador Adriano Moraes
Continua depois da publicidade .

O vereador Adriano Moraes/PDT anunciou na última segunda-feira (01/08), durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, que não tentará a reeleição. Em entrevista exclusiva ao Jornal Cidade, Moraes explica os motivos:

Por que você desistiu da candidatura de vereador?

Continua depois da publicidade .

Consegui o meu objetivo nos meus dois mandatos de vereador, que foi descaracterizar o curral eleitoral que tinha em Lagoa da Prata, onde os votos eram de cabresto, as pessoas ficavam devendo favores na área de saúde quando precisam ir para Belo Horizonte. Hoje mudou. Esse foi o meu grande objetivo, de quebrar esse assistencialismo na saúde. Hoje as pessoas pagam os seus impostos e recebem os postos de saúde funcionando bem e com médico, tem a UPA, tem a Casa de Apoio, e sem ficar devendo favores a ninguém e nem ficar com chapéu debaixo do braço. Isso é um direito adquirido. As pessoas estão sendo tratadas com dignidade.

Você foi eleito duas vezes defendendo a cultura que, tradicionalmente, é uma bandeira que não gera muitos votos. E hoje, como você ampliou a sua linha de atuação, aparentemente teria um cenário favorável para conseguir a terceira legislatura. Por que diante dessa conjuntura de fatores você optou por não se candidatar?

Meu projeto enquanto vereador já está realizado. Minha contribuição já foi dada.

Nesta atual legislatura, você assumiu a defesa de interesses dos servidores públicos municipais. Qual o resultado dessa política?

Eu comecei na administração anterior, só que eu não fui atendido. E agora, no mandato da atual administração, os benefícios foram implantados. A cesta básica dos servidores melhorou muito. Vendo que o servidor público não tinha uma remuneração à altura do seu trabalho, encontrei formas de favorecer esse servidor. A outra questão que eu vou continuar lutando mesmo não sendo vereador é a implantação do plano de saúde para os funcionários públicos municipais.

Uma iniciativa polêmica que você propôs foi a redução do salário dos vereadores. O fato da presidente da Câmara não ter colocado o projeto em discussão no plenário causou alguma frustração?

Não. Sou casca grossa. Na política temos que saber ganhar e perder. Aprendi a perder. Em meu primeiro mandato de vereador, fui derrotado pela Administração, que tinha seis vereadores na Câmara e eles aprovaram os projetos bons e ruins, e de olhos fechados. Hoje sou base do governo, mas frequentemente voto contrário aos projetos da Administração. Sobre a redução de salário, não acho justo que o vereador tenha outra atividade e leve a função de vereança como “bico”. Por isso o salário não pode ser integral. Tem que ser uma ajuda de custo. Dos atuais nove vereadores, sete têm outro ofício e não se dedicam integralmente ao cargo.

Como você vai se posicionar com relação às eleições de 2016?

Estamos bem servidos de candidatos. Será uma disputa boa entre o ex-prefeito Antônio Divino de Miranda, que tem um grupo muito forte. Divininho é carismático e muito querido. E tem o atual prefeito que fez uma administração que ficará na história de Lagoa da Prata como a melhor administração municipal que já tivemos na cidade em termos de obras, de gestão, de mudança de mentalidade. Quebrou-se o paradigma de doença e favor. A briga deve ficar entre esses dois candidatos.

O que você pretende fazer a partir de 2017?

Eu não tendo cargo político, poderei exercer minhas outras funções, como palestras nas escolas, de esclarecimento sobre as drogas, prostituição e violência. Todo o trabalho de mostrar a beleza da vida. Sempre trabalhei nas comunidades de base e nas comunidades terapêuticas.

Você está se especializando em psicanálise. Pretende atuar nesta área?

Estou concluindo a pós-graduação e planejo fazer um mestrado. É uma projeção de trabalho para o futuro.

Obrigado pela entrevista. Quais são as suas considerações finais?

Muito obrigado. Espero não ter decepcionado as pessoas que votaram em mim e que foram minhas parceiras ao pedir votos nas duas eleições anteriores. Agradeço a todos que me apoiaram nos projetos de livros, que levamos gratuitamente para as pessoas que precisam, para os grupos de ajuda mútua e para as comunidades terapêuticas. Isso só foi possível porque existem pessoas que acreditam em meu trabalho. Muito obrigado a todos que choraram comigo quando eu perdi e se alegraram quando eu ganhei.

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp