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Flávia de Castro Silva – CRP 04/45856 Psicóloga e atende no Espaço Crescer/ Maria Bruna Mota Pereira – CRP 04/45107 Psicóloga e atende na Clínica Reabilitar e ASAP
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Atualmente, é cada vez mais comum ouvir falar sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o TDAH. Nas escolas, crianças diagnosticadas com o transtorno vêm aumentando a cada dia que passa. De certa forma, os diagnósticos tem sido realizados de forma desenfreada, mas é preciso pensar: o que fazer a partir de tal fato?

A Associação Brasileira de Déficit de Atenção classifica o TDAH como um transtorno neurobiológico de causas genéticas, e as principais características de pessoas que apresentam o transtorno são comportamentos muito distantes daqueles esperados para aquela faixa etária: inquietude, impulsividade e é claro, a desatenção.

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Quando o sujeito apresenta os sintomas supracitados, os médicos recorrem aos medicamentos para ajustar tais comportamentos. Nos dias atuais, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tornou-se o segundo mercado mundial no consumo do medicamento comercialmente vendido como “Ritalina” ou “Concerta”. Nos últimos dez anos as pesquisas demonstram um aumento de 775% do consumo de tal medicamento.

O diagnóstico para o transtorno é feito de forma clínica. O paciente tem que apresentar intensivamente os sintomas que já foram descritos. Uma das maneiras de se diminuir a maneira desenfreada de dignosticar crianças com TDAH é entender que o mundo em que vivemos atualmente é totalmente diferente do mundo de 15 anos atrás. A criança pode, por exemplo, apresentar uma inquietude porque ela é exposta a vários estímulos durante o dia, como computador, tablet, jogos, natação, futebol, dentre outros. E se ela está acostumada a tantos estímulos, pode ser que ela considere difícil a tarefa de ficar sentada na escola copiando de um quadro, por exemplo.

Os meios sociais em que a criança está inserida devem também ser repensados, pois se o mundo todo está mudado, não adianta impor modelos antigos. E para as crianças que apresentam o transtorno deve se pensar na inclusão como alternativa de construção da identidade desse sujeito na escola juntamente com a família. Quando a relação é bem construída e possibilita que a criança diga de si mesma, demonstrando a sua autenticidade e permitindo o crescimento, a inclusão se dará de forma mais natural.

Se este tema é de seu interesse, hoje, dia 30 de agosto de 2016, às 19:00 horas acontece uma roda de conversa com o tema “TDAH: doença ou excesso de estímulo?”. O evento acontecerá no Espaço Crescer, que fica situado à Rua Alagoas, 878. Centro. A entrada será 1 kg de alimento não perecível a ser destinado para entidades da cidade.

Esse evento é um oferecimento do “Diálogo Psi”, que é um grupo composto por cinco psicólogas que têm o objetivo de informar, de forma simples e acolhedora, sobre a Psicologia e assuntos relacionados. Dessa forma, todo mês teremos um tema diferente a ser abordado nas rodas de conversa. Fiquem atentos às novidades!

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