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O Sicoob Lagoacred realizou no dia 9 de dezembro o encerramento do programa Jovem Cooperativista 2016. O evento aconteceu no Salão da Fundação Chiquita Perillo e contou com a participação dos colaboradores da cooperativa. O programa acontece pelo terceiro ano consecutivo e foi executado em quatro meses.

Em 2016, o programa foi realizado em 16 escolas de Lagoa da Prata, 1 de Martins Guimarães, 4 em Japaraíba, 14 em Santo Antônio do Monte, e 1 em Pedra do Indaiá. Contemplando 13.065 alunos do Ensino Fundamental e Médio.

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Para 2017, o programa pretende trazer várias novidades como redação e desenho. “Temos anos pela frente e sabemos que a cada ano vamos melhorar. O resultado de 2016 foi esplêndido e estamos muito satisfeitos”, destacou o presidente do Sicoob Lagoacred, Nilson Bessas.

Confira a entrevista com o Diretor Financeiro e Comercial e Presidente do Conselho de Administração, Nilson Bessas:

Jornal Cidade: Qual o principal objetivo do programa para a comunidade?

Nilson Bessas: A iniciativa de ter o projeto Jovem Cooperativista se deu pela necessidade de propor a educação financeira e baixa motivação na questão do empreendedorismo. Às vezes o empreendedorismo é muito forte no Brasil, mas a gente percebe que ela ocorre de uma forma um pouco amadora. Na verdade, quando entramos com esse programa queríamos contribuir para a sociedade, atendendo os sete princípios do cooperativismo, onde fala que as cooperativas têm que ter interesse pela comunidade.

Quais os principais resultados que a cooperativa visa ao levar o programa até a comunidade?

O Programa Jovem Cooperativista é um dos principais temas que temos, pois ele não só gera a possibilidade de construirmos uma melhor marca, mas oferece uma possibilidade de educação para a comunidade.  Teremos uma comunidade mais educada e um público mais preparado para o mercado de trabalho, para que nos próximos anos tenhamos uma cidade com maior enriquecimento em educação, informação, principalmente, na questão do empreendedorismo e investimento. Com o Lagoacred card, vemos que as pessoas se endividam por falta de conhecimento de gestão financeira. E esse programa traz toda essa grandiosidade em várias frentes para a comunidade.

Como foi a experiência de levar o programa até às escolas e comunidade em geral neste ano?

Temos alcançado resultados surpreendentes, onde a cada ano atingimos mais escolas e mais pessoas. Além disso, conquistamos ainda mais a confiança de nossos colaboradores, para que estejam mais emprenhados. A sensação é muito positiva, e chegamos a ver pessoas se emocionando.  A gente sabe que nas escolas, desde a direção até os professores, existe a falta de motivação e incentivo. Eles não tem isso por parte do Governo e a cada ano que passa eles têm menos motivos para contribuir para a educação. Quando os professores ficam satisfeitos com a nossa presença e os alunos enxergam um diferencial ao receberem as nossas informações, a nossa sensação é muito positiva, pois percebemos que mexemos com aquela criança e adolescente. Também sabemos que a partir do momento que isso acontece algo de positivo virá na vida dele.

Philip Rubens, coordenador de projetos, falou sobre a experiência de estar a frente do programa.

Jornal Cidade: Este é o primeiro ano que você está a frente do programa. Como foi essa experiência?

Philip Rubens: A percepção, durante a execução do projeto, foi muito interessante. No momento em que estávamos mas escolas percebi que o mais interessante é que cada uma tem uma realidade, mas todos os alunos, que vem de diferentes classes e realidades, recebem as nossas informações com muita expectativa de transformar tudo isso em algo concreto para sua vida. O programa abrange as crianças, onde tudo é novidade, e jovens, que estão em um momento de não saber o que seguir, as nossas informações servem de direcionamento para eles.

Estar a frente desse projeto pela primeira vez foi uma experiência incrível, pois em tudo que participei, como em clubes de serviço, essa foi a que me deu o contato mais direto com mais pessoas e nessa realidade, além do contato interno que temos que ter, um jogo de cintura para montar todo o planejamento para atender esse número tão grande de crianças, jovens e escola onde atuamos foi muito enriquecedor. A gente vê realmente a diferença que isso faz na vida das pessoas.

Como que o programa funciona efetivamente dentro das escolas?

O programa tem como fatores primordiais auxiliar crianças, jovens e adultos para que eles não fiquem perdidos na parte financeira, mostrar que trabalhar em conjunto é um caminho que deve ser seguido e o empreendedorismo, que mostra que qualquer coisa que a pessoa vá fazer na vida pode empreender e ter resultados cada vez melhores graças a isso.

Vendo de perto a realidade das escolas e a necessidade de se levar mais conhecimento financeiro para os alunos dessas, quais as próximas inovações que o programa pretende para 2017?

O programa acontecerá em um tempo maior, a previsão é que inicie em março. Ainda não oficializamos, mas fomos até à cidade de São Roque, onde funciona um programa de referência, que é a cooperativa educacional. Esse programa está se expandindo no ensino transversal em tempo integral. Fizemos uma parceria com o Sebrae e a expectativa é que estejamos em 100% das escolas, pois neste ano quatro ficaram de fora, 3 de Pedra do Indaiá e 1 de Santo Antônio do Monte. Além disso, também adquirimos o Jovem Cooperativista Móvel, e vamos ter concursos para motivar crianças e jovens a aprenderem ainda mais. Em breve, faremos uma reunião para discutir esse projeto.

Obrigado pela sua entrevista. O espaço está aberto para as suas considerações.

Nada disso teria sido realizado sem a participação dos colaboradores do Lagoacred, que acreditaram e abraçaram o projeto; sem o acesso que as escolas nos deram, onde fomos bem recebidos por todos os profissionais da educação de Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá e Japaraíba, que nos deram o aval para lidar com os bens mais preciosos que ele têm, que são os jovens e as crianças. E principalmente, à diretoria, que confiaram em mim para a execução desse trabalho e outros trabalhos que estão sendo executados e outros que virão. Ao Conselho Fiscal e de Administração, que nos avalizam para fazermos essa ação.

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