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Vice-presidente “Rasteira” sugere Moção de Repúdio por matéria que cobra das autoridades a resolução do problema da agência do INSS

 

Vereadores de Santo Antônio do Monte se sentiram incomodados com a matéria veiculada na última edição do Jornal Cidade, que mostrou a nova agência do INSS, construída há mais de dois anos, e que até hoje não abriu as portas para o atendimento à população. Na matéria publicada, três moradores da cidade relataram os transtornos que sofrem para irem à Lagoa da Prata ou Divinópolis quando precisam de atendimento na Previdência Social. Um deles chegou a afirmar que a agência ainda está fechada por questões políticas, já que está pronta desde a administração municipal anterior. Por outro lado, o Jornal Cidade ouviu o chefe de gabinete da prefeitura, que ressaltou os esforços que foram feitos pelo Executivo para resolver a questão, informação confirmada pelo gerente regional do INSS. A matéria também trouxe o depoimento do vereador Carlos Campinho, que disse: “Está faltando vontade política”. Uma fonte ligada à agência do INSS em Lagoa da Prata confirmou que o prédio não tem condições adequadas de atendimento e ressaltou que falta empenho dos governos federal e municipal.

Vereador Américo Libério
Vereador
Américo Libério
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Na sessão da Câmara do dia 27 de outubro, durante a palavra livre, o vereador Américo Libério foi um dos que se posicionaram contra a matéria veiculada pelo jornal. “Desde o ano passado eu sou uma das pessoas que vem brigando com a agência do INSS em Lagoa da Prata.  Foi encaminhado um voto de repúdio à agência de lá por tratar mal a população de Santo Antônio do Monte. Fui mal recebido e mal atendido. A primeira coisa que eles perguntam é se a pessoa é de Santo Antônio do Monte. Se é, o tratamento é diferente”, disse Libério.

O parlamentar afirmou que não concorda com as opiniões de que os políticos da cidade estariam sendo omissos. “Tem mais de dois anos que a agência ficou pronta. E não tem dois anos que estamos aqui. Por que não foi inaugurada? Por que não pôs para funcionar? Quer dizer que não estamos fazendo nada? Encaminhamos o voto de repúdio para o Ministro da Previdência, para a presidente da República, para o diretor regional do INSS em Divinópolis. Eles não abrem porque não querem”, argumenta.

Vereador Rasteira_SamonteO vice-presidente da Câmara, vereador Francisco Libério de Sousa (Rasteira), também reclamou da veiculação da matéria e da declaração do vereador Carlos Campinho, publicada pelo jornal. “Ele jogou a culpa em cima do prefeito. É a segunda vez que ele vai ao jornal e fala… Moção de repúdio para esse jornal”, finaliza Rasteira.

 

 

 

 

O OUTRO LADO

O jornalista Juliano Rossi, editor do Jornal Cidade, defende o direito de manifestação dos vereadores e comenta sobre a linha editorial do veículo. “Para nós, a notícia, o fato, é que existe uma obra – até então, um elefante branco, que poderia estar a muito tempo atendendo a população e até hoje está fechada. Se as autoridades que podem resolver a questão se reuniram com fulano ou beltrano, ou enviaram ofícios para deputados e ministros, etc, não estão fazendo nada mais do que a obrigação. Não é um fato relevante para ser notícia em jornal que se presta a servir a população sem nenhum vínculo partidário e político. No dia em que conseguirem resolver o problema, sim, terão os devidos créditos. Os políticos precisam entender que são muito bem pagos para resolverem os problemas e apresentarem as soluções para os cidadãos”.

Sobre a matéria veiculada, Rossi explica que o jornal cumpriu apenas o dever de informar os leitores e dar voz à população que se sente prejudicada pela falta do atendimento do INSS em Santo Antônio do Monte. “Se o cidadão tem a impressão de que falta empenho dos políticos, infelizmente essa é a imagem que eles estão passando para a população. O fato é que existe um problema e alguém precisa resolver”.

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