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O presidente do Sindifogos (Sindicato dos Trabalhadores nas Fábricas de Fogos de Santo Antônio do Monte e Região), Antônio Camargos dos Santos (Tõe Ratinho), afirma que a entidade foi excluída das negociações com deputados nas assembléias e Congresso sobre os projetos de lei que restringem a venda de fogos de artifício no país. Uma comitiva de políticos e empresários da cidade participou de encontros em Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília para tratar sobre o assunto, mas sem a presença do Sindifogos. “A única vez em que convidaram foi durante a visita do deputado Eros Biondini”, reclama Tõe Ratinho.

Eu estive com um patrão e ele me disse que não estamos querendo ajudar. Mas eles fizeram reuniões com deputados e não nos chamaram. 

O sindicalista disse que a entidade tem o apoio de deputados da bancada trabalhadora que também poderiam defender a indústria pirotécnica. “Eu estive com um patrão e ele me disse que não estamos querendo ajudar. Mas eles fizeram reuniões com deputados e não nos chamaram. Temos a deputada Jô Moraes, que é da área trabalhadora. Acho que alguns têm raiva de mim. A gente precisa do trabalho, vivemos do foguete. A gente quer ajudar, mas não seremos escravos deles não”, avisa.

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MELHORIAS SALARIAIS

Os trabalhadores filiados ao sindicato realizaram duas assembléias e aprovaram a pauta de reivindicação. Entre os itens, os trabalhadores pedem 12% de reajuste, piso salarial de R$ 850 e a negociação da Participação dos Lucros e Resultados (PLR). “Uma negociação justa para o trabalhador é no mínimo 10%. O trabalhador já sentiu demais. No ano passado fechamos com o aumento de 9%. O salário aumenta, a inflação aumenta, e eles não querem aumentar o nosso salário”, afirma Tõe Ratinho.

 

Para o presidente, outro problema enfrentado pelos trabalhadores é o fato da carteira de trabalho ser assinada sobre um valor bem menor do que o ganho real. “Na carteira o trabalhador ganham somente 1,3 salário. Se ele recebe R$ 2.000, mas na carteira está apenas R$ 940, ele tem prejuízo. E se o trabalhador tiver de ser afastado pelo INSS? Já tenho companheiro que adoeceu, queimou o braço, o médico não o liberou para trabalhar, mas, mesmo assim, teve que voltar ao trabalho. Como ele iria manter a família com o salário que está na carteira?”, finaliza o presidente.

 

A entrevista com o sindicalista foi realizada no dia 18 de abril. A negociação com os patrões estava marcada para o dia 24, após o fechamento desta edição do Jornal Cidade. Informaremos o desfecho da assembleia na próxima edição.

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