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Os avanços da tecnologia e a evolução do comportamento humano – características do mundo moderno – têm possibilitado à sociedade um novo padrão de vida, com mais conforto e esclarecimentos sobre os fatos.  Estamos ligados, conectados e mais conscientes do que está acontecendo a nossa volta. Porém, estamos também mais estressados e mal humorados – uma consequência do ritmo alucinante em que estamos vivendo – herança deste tal mundo moderno. Perdemos a paciência com pequenas bobagens ou por um simples desencontro de opinião ou ideia. Ficamos irritados pelo simples fato de alguém nos “roubar” uma vaga de estacionamento ou de não concordar com os nossos argumentos a respeito de um fato qualquer, sem relevância.

Para lidar com estas ameaças e descompasso social, devemos ouvir a voz da inteligência intelectual? Que nos diz: Ei, acorda! Fique atento, o mundo é dos espertos! Ou ouvir a voz da inteligência emocional? E agir de forma paciente e sábia, com controle sobre as nossas emoções. Esta é a questão onde a resposta pode nos direcionar a viver bem ou viver mal.

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Vamos imaginar que você está trafegando por uma rodovia desconhecida, distante de casa, e avista uma blitz policial. Você imediatamente se põe em estado de alerta e começa a fazer um checklist mental, conferindo se está tudo em ordem com a documentação e com os itens de segurança do veículo. Rapidamente, confirma estar tudo certo: carteira de habilitação no bolso, documentos do veículo com impostos, seguros e taxas pagos e o carro em perfeita condições de tráfego. Mas ainda assim, lhe bate uma sensação de insegurança e apreensão – o que deveria ser o contrário. E aí, você pensa no porquê está tenso, pois, não haveria motivos para tal, considerando estar tudo em ordem, e ainda, por você ser um cidadão de bem, cumpridor de seus deveres e obrigações. Seu carro segue em baixa velocidade e se aproxima…

Vamos imaginar um outro episódio, onde você acaba de chegar a uma repartição pública para resolver uma pendência desagradável com o seu CPF, que foi vítima de uma fraude. Sua situação está desfavorável, pois, você precisa urgentemente do documento regularizado para efetivar um projeto de suma importância. E enquanto espera para ser atendido, você começa a gerar dúvidas na sua cabeça em relação a solução do problema. Você olha o número da senha em sua mão e depois verifica o número exposto no terminal. O tempo passa lentamente.

Vamos imaginar mais uma outra situação ocorrendo. Você comprou um tablet e, no primeiro dia de uso, ele deu defeito. Chateado com o inconveniente, você então passa um dia inteiro ensaiando um discurso de como falar com a vendedora da loja onde você o comprou, pois, um filme passa-lhe a cabeça exibindo um desfecho não favorável, cujo procedimento padrão deverá ser enviar o aparelho à assistência técnica, lhe sujeitando uma espera de dias, ou de até, semanas. No entanto, você se dirige à loja para tentar trocar o dispositivo eletrônico. Um conflito particular se instala e passa lhe incomodar, pois, você poderia descartar o tablet e comprar outro, mas a questão agora nem é mais essa. A questão, no entanto, é o desafio que se formou em sua consciência e o sentimento de se fazer valer seus direitos, de não ser enganado. Já de frente à loja, você entra com a sensação de se dirigir para uma batalha de argumentos, a ser travada em instante. Logo, você vê a vendedora e vai até ela.

A vida é assim. Todos os dias nos deparamos com conflitos, ameaças e inseguranças que nos levam a temer por perdas materiais e pessoais. Uma constelação de problemas, relevantes ou não, paira sobre as nossas cabeças e poderemos ter dúvidas sobre o nosso controle psicológico e comportamental.  Às vezes, nos saímos mal com o desfecho e resolução de algum problema ocorrido, simplesmente por perdermos o controle sobre nós mesmos. Mas, outrora, ocorre em nossos caminhos pessoas positivas e momentos iluminados, capazes de suprirem o nosso déficit emocional, fazendo com que tudo se encaminhe bem. Contudo, o mérito nem sempre é da gente quando um problema que nos envolve, termina bem. Ocorre de sermos beneficiados com o equilíbrio emocional da pessoa que está do outro lado.

Logo, você avista um dos policiais da blitz indicando para você parar o veículo. Você prontamente encosta o carro, desliga o motor e abaixa o vidro. Quando você, inseguro, se põe a pegar os documentos, ele chega a sua janela, e gentilmente lhe cumprimenta com um bom dia cheio de energia e entusiasmo. Sorridente ele pega os seus documentos e faz a conferência, e ao devolvê-los, entrega também um panfleto com dicas de segurança no trânsito, e lhe pede para ler e depois passar adiante, numa campanha em prol da vida. Depois lhe agradece pela atenção e lhe deseja uma viagem em paz e com as bênçãos de Deus. Você então, se sente amplamente surpreso e relaxado, como se a cena que acabasse de vivenciar não fosse normal.

Um jovem, coloca o crachá de identificação, senta-se à mesa de atendimento e aciona a senha. Você, meio que cochilando percebe que é o seu número, e apressadamente, salta-se da cadeira de espera e dirige-se imediatamente ao atendimento. O rapaz lhe cumprimenta com um sorriso cheio de alegria, energia e entusiasmo. Você se surpreende com a cena e admira o primeiro contato. Em seguida, você apresenta o problema, e ele prontamente, digita seus dados e algumas informações em seu computador. Em seguida, você lhe passa os documentos que comprovam a fraude. Rapidamente ele valida a documentação, e instantaneamente, imprime um documento, lhe entrega e informa que está tudo pronto. Você fica sem palavras, pois, você está em uma repartição pública, não poderia ser tão simples e rápido assim.

Prontamente ela recepciona você e lhe cumprimenta com um belo sorriso. Depois, gentilmente se coloca à sua disposição. Você sente-se bem com a abordagem e fica mais a vontade para tratar do assunto desagradável.  Rapidamente você tira o tablet da embalagem e explica que o aparelho foi com defeito, pois não funcionou como deveria. A vendedora pega-o, e em seguida, com um sorriso sincero e fala serena, solicita a nota fiscal. Você imediatamente a entrega. Ela lhe pede um momento e se retira. Um minuto depois, volta, e educadamente lhe pede desculpas pelo transtorno causado e diz que vai substituir o aparelho por outro. E assim ela o faz. Você ficou sem palavras com tanta presteza e atenção, totalmente diferente daquela cena que você tinha projetado na cabeça. Satisfeito e encantado, você voltou para casa com outro tablet, funcionando perfeitamente bem.

As três situações ora descritas, representam fatos reais que ocorrem corriqueiramente em nossas vidas. Porém, mesmo sendo situações corriqueiras, nem sempre terminam bem como essas terminaram. As pessoas – tanto pessoalmente, quanto profissionalmente – muito frequentemente, deixam de lado a presteza e o respeito ao se relacionar com outras pessoas, deixando-as feridas e magoadas. É importante que saibamos ter e manter o equilíbrio emocional quando lidarmos com situações negativas para não sermos atingidos. E mais importante ainda, é você não ser a pessoa provocadora de situações negativas, pois não existe ganho com isso. Pelo contrário, quem mais perde com atitudes negativas é a própria pessoa que a produziu, ainda que não consiga perceber.

No mundo corporativo convivemos muito com questões voltadas para o comportamento humano onde se faz constantemente necessário, o controle e o equilíbrio das emoções. Neste universo se fala o tempo todo no emprego da “razão” para o exercer das funções, rotinas e decisões.  Mas esquecem de que toda razão e todo ato racional é motivado por algum tipo de emoção. Então, está evidente que cuidar somente do lado racional não basta.

Muitos projetos e negócios – em potenciais – não avançam porque são conduzidos por pessoas estressadas e mal humoradas, desconhecedoras dos benefícios grandiosos da inteligência emocional. Contudo, não dão importância ao bom relacionamento, e se esquecem de sorrir para a vida, para as pessoas, para o mundo. O sorriso é uma arma poderosa para disseminar o bem. É o que se pode comprovar com as novas descobertas da ciência, onde afirma-se que o sorriso tem o poder de encantar, conquistar, curar e “abrir portas”. Quando se recebe um fornecedor ou um cliente com bom humor, alegria e um sorriso natural, o ambiente fica mais propício para se fazer bons negócios. Claro que sorrir não resolve tudo, pois, são necessários outros fatores para encaminhar uma venda, um negócio a ser feito. Quero dizer que o sorriso é o ato de retratar, honestamente, a satisfação de estar ali exercendo a função, contribuindo para que outras pessoas também possam sorrir e se realizar. O sorriso pode ser definido como um ato e um exercício de transmitir um estado emocional superior, capaz de seduzir e atrair seguidores e admiradores. É uma energia positiva que possibilita as partes numa negociação, verem os diferenciais oferecidos e chegarem com êxito a um resultado favorável em comum.

Pessoas que possuem sensibilidades e consciências para agirem, como o policial, o funcionário público e a vendedora da loja – personagens das situações simuladas acima – têm maiores condições de serem pessoas mais felizes, e com certeza, mais bem relacionadas e resolvidas. O resultado que elas podem gerar são surpreendentes. E quem gera resultados positivos neste mundo moderno, seja qual for o setor que atuar, sua carreira será certamente potencializada, e sua vida e o seu mundo, mais agradáveis.

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