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Paula pára em frente à vitrine de uma loja. Ela está admirada com o vestido no manequim. “Quanto custa? Será que fica bom em mim?” pensa ela. Quer entrar, experimentá-lo, saber o preço, mas muda de ideia. É que sempre que entra em uma loja, mesmo não querendo, Paula acaba comprando alguma coisa. “Mas a vendedora foi tão atenciosa comigo! Se não compro nada, me sinto culpada” explica. Suas amigas estão sempre pedindo algum favor. Sabem que ela é do tipo que não gosta de contrariar as pessoas e por isso, mesmo cansada, deixa de lado seus compromissos para ajudá-las.

Certamente Paula aprendeu ainda na infância o quanto um não é capaz de frustrar. Mas se ouvi-lo é desagradável, dizê- lo pode ser uma tarefa ainda mais delicada. Algumas pessoas, por exemplo, já esperam que ao negar o pedido de alguém sejam criticadas e até mesmo rejeitadas. Mesmo remoendo por dentro dizem sim na tentativa de evitar “o pior”. Ficam aliviadas por um lado, mas frustradas por outro.

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Questionar-se sobre os motivos que o impedem de dizer não já é um bom começo, mas é preciso mais que isso. Ao se arriscarem a dizer não, algumas pessoas podem perceber que estavam exagerando em suas previsões, que as consequências não foram tão trágicas quanto se imaginava. Na medida em que se aventuram a expressar os próprios desejos, podem ainda descobrir novas maneiras de fazê-lo de forma mais assertiva. Ainda assim, é preciso considerar que não é possível agradar a todos o tempo todo. Ao insistir nisso, as pessoas correm o risco de magoar alguém muito importante: elas mesmas.

A psicóloga Luciene Morais escreve no Portal TV Cidade aos sábados

 

 

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