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O prefeito Paulo César Te­odoro vetou, integral­mente, a proposição de lei 001/2016, aprovada pelos ve­readores Cida Marcelino, Nego da Saúde, Natinho e Edmar Nu­nes, que “Revisa os valores dos subsídios dos agentes políticos de Lagoa da Prata”. Na verdade, a proposta reajusta em 10,67% os salários do prefeito, vice-prefei­to, secretários e procuradores do Município.

Teodoro argumentou que a revisão, na atual conjuntura, é contrária ao interesse público. “Em tempos de crise, ironica­mente, aumentam as demandas pelos serviços públicos mais bá­sicos e primordiais, como saúde, educação e assistência social. O Município sofre com uma que­da de receita. A revisão dos sa­lários de carreira já foi realiza­da, trazendo um impacto na fo­lha, e que será de difícil absor­ção pelo Município. A revisão dos agentes políticos, com salá­rios mais elevados, porém, tam­bém merecidos, deve, nesse mo­mento, ser protelada até o mo­mento mais oportuno, em que as sequelas deixadas pela crise tenham sito pelo menos atenu­adas”, argumentou o prefeito.

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O veto já foi apresentado à Câmara Municipal. Os vereado­res devem decidir, nos próximos dias, se irão derrubar o veto e ga­rantir o reajuste aos agentes po­líticos, ou acatar a recomenda­ção do prefeito e manter os sa­lários percebidos até dezembro de 2015.

A matéria sobre o reajuste salarial dos agentes políticos vei­culada na última edição do Jor­nal Cidade gerou uma enorme repercussão na cidade. Vereado­res usaram as redes sociais para questionar o termo “Reajuste” usado na reportagem. Eles argu­mentaram que houve apenas a revisão dos subsídios de acordo com o IPCA apurado em 2015.

Ora! O que há de errado com a palavra “Reajuste”? É is­so mesmo que os vereadores fi­zeram. Reajustaram o subsídio dos agentes políticos. Reajuste é um substantivo feminino que significa “ato ou efeito de rea­justar”. Reajustar, por sua vez, é um verbo que significa “tornar a ajustar”, o que, provavelmente, não estaria justo. Logo, os vere­adores estipularam como justo o reajuste de 10,67% sobre o sub­sídio. Simples e didático.

 

Políticos fazem parte de uma classe privilegiada que pode de­cidir quanto os seus empregado­res, o povo, irá pagar pelos seus salários. Na atual situação eco­nômica do país, se o trabalhador chegar ao patrão e disser “A par­tir do próximo mês você irá me dar um reajuste de 10%”, é mais provável que o trabalhador rece­ba o aumento de salário ou seja demitido?

Você decide.

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