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Muita gente está se esquecendo de algumas regras básicas, ou nunca aprendeu na família, sobre etiqueta e boas maneiras para a adequada convivência social. Tenho notado que o ser humano está perdendo o importante hábito da educação, da elegância, da cordialidade e do respeito ao próximo. Parece que algo saiu da moda, mas confesso que está difícil me adaptar e acompanhar essa tal tendência de estação! Seria um problema de tempo ou os valores mudaram e eu não percebi?

Há algumas palavras mágicas que abrem portas, contudo, se você pensou em puxe ou empurre, enganou-se. Esses verbos apenas sinalizam o que deve ser feito para que não haja um desavisado batendo a cabeça nos vidros da vida. Nota-se que pedir licença, introduzir uma pergunta com um por favor, dizer bom dia, agradecer com um obrigado, são costumes esquecidos. Todavia, acredito que esses detalhes são os atalhos que fazem a diferença quando se quer que o mundo esteja disponível para os próprios desejos. Eles sim deixam o caminho livre para se conseguir tudo.

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A boa educação foi banalizada. E quem a pratica é visto como um ET, que foi deixado no planeta errado. Interessante é perceber quando o outro se assusta com os gestos educados praticados com sinceridade. Alguns não esperam que tal reação seja natural, pois, atualmente, o “normal” é a rispidez causada pela urgência do dia-a-dia. Em e-mails, por exemplo, custa-se a ler, após a saudação “boa tarde fulano”, um pedido de favor feito ao destinatário. O remetente deseja que sua vontade seja feita, mas se esqueceu de que do lado de lá alguém espera pelo menos um pouco de simpatia.

Se fosse possível ver o coração dos outros e entender os desafios que cada um enfrenta, os seres ditos humanos dotados de inteligência tratariam a todos com mais gentileza, tolerância, paciência e cuidado, porque a boa educação sempre está na moda, indiferentemente da velocidade do tempo. E eu espero que ele seja o determinante das escolhas sábias para a melhor convivência das diferenças entre os povos. Sorria mais. Agradeça sempre. E jamais se esqueça de que “não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque elas envelhecem. Elas envelhecem porque param de perseguir sonhos”. E um sonho meu, e também na perspectiva do escritor Gabriel García Marques, que disse a frase acima, é que o homem volte a viver sua plena humanidade. Espero que essa moda pegue!

14/10/2013. Credito: Marcos Michelin/EM/D.A Press. Brasil. Belo Horizonte - MG. Reporteres TV Alterosa - Reporter Juliano Azevedo.
Um sonhador que valoriza gestos simples. Jornalista, Escritor, Chefe de Redação da TV Alterosa/SBT Minas, Mestrando em Estudos Culturais Contemporâneos pela Universidade FUMEC, Professor de Redação Publicitária na Faculdade INAP e Palestrante. Blogueiro no www.julianoazevedo.blogspot.com, twitteiro no perfil @julianoazevedo, fotógrafo no Instagram @julianoazevedo.

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