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Foto: Juliano Rossi
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DER afirma que obras paralisadas pela terceira vez não foram concluídas. Nova licitação deve ser feita; construtora responsável não se pronunciou

A ponte inacabada que deveria ligar os municípios de Luz a Lagoa da Prata, na MG-176  tem gerado transtornos a produtores rurais. A obra, localizada sobre o Rio São Francisco, teve início em março de 2013 e já foi paralisada duas vezes. Segundo a Associação dos Canavieiros do Alto São Francisco (ACASFA) a mais recente foi no dia 1º de novembro.

Gustavo Carvalho, presidente da Associação dos Canavieiros de Lagoa da Prata (ASCAF)
Gustavo Carvalho, presidente da Associação dos Canavieiros de Lagoa da Prata (ASCAF)

De acordo com o presidente ACASFA, Gustavo Carvalho, produtores de cana-de-açúcar da região estão sendo prejudicados.

As atividades estão parando e há o medo de que as indústrias deixem a região

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O produtor rural Célio Carvalho, conta que possui mais de 200 hectares de cana de açúcar, e 1.800 cabeças de gado e que investiu na plantação de eucaliptos com intenção de abrir uma carvoaria, mas teve que paralisar o projeto. “Não tenho como escoar o produto”, disse.

Mais de 90% dos produtores rurais estão a uma distância mínima de trinta quilômetros de Lagoa da Prata, para onde vai à cana e o leite. Como é o caso de Célio. “Preciso dar uma volta que aumenta o percurso em mais de cento e cinquenta quilômetros. O custo com o transporte acaba com minha margem de lucro”, disse.

Segundo o diretor comercial da Cooperativa de Leite de Esteios, Manoel Antônio Borges de Miranda, 460  produtores rurais são afetados pela paralisação da obra.

De acordo com o presidente dos produtores rurais de Lagoa da Prata, Carlos Henrique Rezende Lacerda, ao lado da ponte inacabada há uma ponte de ferro com quase cem anos, que era utilizada como alternativa para os produtores. “Em 2014, umas das cabeceiras da ponte cedeu e uma obra paliativa foi feita, mas carros e caminhões não deveriam passar lá”, contou.

Na falta da ponte de concreto, a usina de álcool e cana de açúcar decidiu construir, por conta própria, uma ponte para receber a produção que vem da cidade de Luz e de outros municípios. Entretanto, a ponte é temporária e funciona somente no período de seca, pois, com as chuvas o nível do Rio São Francisco sobe.

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Em nota,  o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) órgão responsável pela obra, informou que a construtora Cowan não terminou as obras dentro do prazo contratual. Segundo o DER, as medidas cabíveis para a realização de novo procedimento licitatório estão sendo tomadas. A produção do MGTV entrou em contato com a construtora Cowan que não quis falar sobre o assunto.

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A ponte tem 220 metros de cumprimento, e juntamente com o asfalto já custou mais de R$ 60 milhões para o Governo de Minas. O escoamento de 900 mil litros de leite por mês  e 10 mil hectares de cana ficam comprometidos.

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Por: G1

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