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A Polícia Militar de Lagoa da Prata realizou na manhã de hoje (27) uma reunião para debater o comércio ilegal em frente aos bancos. A reunião aconteceu no auditório do Sicoob Lagoacred e contou com a presença de  representantes dos bancos, Guarda Civil Municipal, representantes da Secretaria de Assistência Social, do setor de fiscalização, representantes de comunidades terapêuticas e alguns ambulantes.

De acordo com o sargento Washington Felipe, a reunião se deu através da solicitação de clientes das instituições, que se sentiam incomodados com a abordagem dos ambulantes ao saírem das agências bancárias, bem como o aumento do número de pedintes e mendigos no centro da cidade. “A reunião aconteceu com o objetivo de discutirmos o assunto, e através da responsabilidade que cada um tem frente ao município chegarmos a um acordo para propiciar mais segurança para a sociedade. Estamos preocupados com isso. Não é simplesmente falar dessa utopia da qualidade de vida, mas demonstrar a preocupação e aqui vimos pessoas assumindo para si responsabilidades”, afirmou.

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Também ficou definida a proibição da comercialização de produtos de comunidades terapêuticas nas ruas da cidade. Os ambulantes autônomos também terão que se adequar às normas do código de postura do município, que poderá ser obtido no setor de cadastro do município. Pessoas em situação de vulnerabilidade ou mendicância deverão ser encaminhadas para o setor de Assistência Social do município. “Tenho certeza que nesses trinta dias que traçamos como meta para reavaliar essa nossa reunião, teremos frutos muito satisfatórios. Para continuar com o trabalho o ambulante deverá procurar a Prefeitura Municipal no setor de cadastros, onde fará uma solicitação para realizar o seu trabalho“, frisou.

Para dar continuidade aos trabalhos da Polícia Militar e de toda a comunidade envolvida serão realizadas campanhas de combate ao ato de dar esmolas. Para a Secretária de Assistência Social, Cali Silva, a iniciativa da PM mostra um comprometimento com a sociedade. “Estou muito feliz com a iniciativa dessa reunião, estou vendo pessoas aqui que já são comprometidas com a questão social do município. Fiz questão de vir, pois considero esse o primeiro passo de muitos que teremos que dar frente a uma série de situações. Nós da assistência social percebemos que liberar a venda dessas mercadorias seria um retrocesso. Foi uma luta muito grande dentro da política de assistência para que nossas comunidades se reestruturassem e organizassem para sair dessa condição. É uma situação desagradável até para o próprio voluntário ficar na porta do banco abordando o cliente e isso vai agregando outras situações.  Na mesma hora tem um vendendo balinha, pano de prato, cd’s e uma família com criança pedindo. Essa situação começa a gerar ponto vulneráveis na cidade. Hoje temos uma cidade em crescimento, temos uma demanda muito grande dentro da assistência social”, afirmou.

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