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Fazer tudo de maneira perfeita, sem falhas, sem brecha para erros: essa é a ideia do (a) perfeccionista. Vivemos em um mundo cercados por cobranças, com múltiplos papeis a assumir e funções a exercer. No caso das mulheres, por exemplo, precisam assumir a condição de mãe, de esposa, de filha, de amiga, de profissional e ufa! De dona de casa também! Como se isso não fosse o bastante, ainda precisam estar magras, com figurino impecável e aparência bem cuidada. É preciso também que tenham energia e bom humor, mesmo que se trate do final de um dia marcado por muito trabalho e problemas.

Mulher maravilha, aquela que sempre salva o mundo em tempo e ainda consegue manter-se dentro de padrões de beleza idealizados, só existe em filme e revista em quadrinhos. Apesar de ser algo socialmente valorizado e considerado por muitos como uma qualidade, o perfeccionismo não passa de uma ideia utópica e costuma trazer muito sofrimento a quem investe nessa busca insaciável. Para essas pessoas, a sensação de satisfação e realização são coisas raras. Na maior parte das vezes são a ansiedade, o humor deprimido, a frustração e sentimento de impotência que lhe fazem companhia. Mais inteligente que querer ser perfeito (a) é ser capaz de assumir e aceitar as próprias limitações, buscando de maneira equilibrada superá-las. Lembre-se que ‘ser feliz’ e ‘ser perfeito’ são objetivos diferentes e que atingir um não equivale a atingir o outro. Abraço fraterno e até a próxima caros leitores!

Luciene Morais Batista é graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Realiza atendimentos clínicos em seu consultório particular, situado nessa mesma cidade.Trazer a psicologia para mais perto dos leitores através de textos que relacionem esse conhecimento ao cotidiano é o objetivo de sua coluna.

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