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Alisson Caetano e Melissa Montezuma sabem da dificuldade que é para encontrar um doador compatível.
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Acontecerá na quinta-feira (25) às 19 horas no Teatro Fausto Resende (Praia Municipal) uma palestra sobre a doação da medula óssea. A palestra será ministrada por um funcionário do Hemominas. A organização da palestra conta com dez pessoas e tem o apoio da Prefeitura Municipal. No local, haverá a presença de pessoas que já superaram a doença e de outras que ainda esperam pela doação.

A campanha, que teve início há poucas semanas, já levou mais de cem lagopratenses ao Hemominas para se cadastrarem no banco de dados para coleta. ”

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A ideia de realizar a palestra foi de Melissa Montezuma, que além de passar pelo mesmo problema se solidarizou ao jovem lagopratense, Alisson Caetano de Freitas, que enfrenta a leucemia. “Queremos levar a informação para as pessoas e quebrar o tabu que há entorno da doação. Desejamos alcançar o maior número de pessoas possível, pois mesmo que a pessoa não possa ser doadora ela provavelmente irá incentivar quem possa“, afirmou Montezuma. De acordo com a organização da palestra, as pessoas necessitam se conscientizarem mais, pois a doação de medula óssea é um dos procedimentos mais simples entre as doações feitas para salvar vidas.

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Amigos e solidariedade

Medula óssea: doe esperança, doe vida em vida!!

Constituída por tecido líquido-gelatinoso e encontrada no interior dos ossos, a medula óssea produz os componentes do sangue, incluindo as hemácias ou células vermelhas, responsáveis pelo transporte do oxigênio na circulação, os leucócitos ou células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, que atuam na coagulação do sangue

O transplante de medula óssea beneficia pacientes com produção anormal de células sanguíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer no sangue como leucemias e linfomas, além de portadores de aplasia medular, entre outras doenças.

Passo a passo para tornar-se doador

O cadastramento de candidatos a doadores de medula óssea é feito pela Fundação Hemominas. Para integrar o cadastro de doadores, é necessário:

  • ter entre 18 e 54 anos, boa saúde e não apresentar doenças como as infecciosas ou as hematológicas;
  • apresentar documento oficial de identidade, com foto;
  • preencher os formulários: ficha de identificação do candidato e termo de consentimento;
  • colher uma amostra de sangue com 5ml para testes, para fazer o exame HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) que irá determinar as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. O tipo de HLA será cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), vinculado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Assim como todos os hemocentros públicos brasileiros, a Fundação Hemominas atua apenas na orientação junto aos candidatos sobre os procedimentos para a doação de medula e na coleta das amostras, encaminhando-as aos laboratórios aptos a realizarem esses exames de alta especificidade técnica, cadastrados no Ministério da Saúde. A partir desse momento, os hemocentros não têm mais participação ativa, não recebem os resultados dos exames de Histocompatibilidade (HLA) para determinação do “perfil genético” e não têm acesso ao Cadastro Nacional de Doadores de Medula (Redome). Constantemente, há um cruzamento de dados entre o resultado de HLA do doador cadastrado no Redome e o do paciente, informação que fica armazenada no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é convocado para exames complementares e para realizar a doação propriamente dita. O candidato não receberá o resultado do HLA, pois este tipo de teste somente é importante para verificar a compatibilidade do transplante.

Compatibilidade

A chance de encontrar um doador compatível entre irmãos, filhos de mesmo pai e mesma mãe, é estimada em 25% a 30%, aproximadamente. Entre pessoas não aparentadas, essa possibilidade pode chegar a 1 para 100.000 candidatos cadastrados. A compatibilidade é verificada pela semelhança entre os antígenos dos leucócitos do doador com os do receptor, por meio do exame de HLA (Antígenos Leucocitários Humanos). Portanto, quanto mais candidatos cadastrados, maiores as chances de se encontrar o doador ideal para os pacientes que precisam de transplante.
Se o candidato for considerado compatível com um paciente, ele será consultado, mais uma vez, para decidir sobre a doação. Com a confirmação do doador, outros testes sanguíneos serão feitos para confirmar a compatibilidade. Em seguida, o candidato passa por rigorosos exames para avaliação da sua saúde e, se tudo der certo, ele se tornará um doador.

Coleta

Há duas formas básicas para coleta da medula de um doador:

  • punções no osso da bacia, por meio de agulhas especiais, sob efeito de anestesia. Os doadores passam por um pequeno procedimento cirúrgico, de aproximadamente 90 minutos.
  • aférese, procedimento de coleta por via periférica, que se assemelha a uma doação de sangue. Não requer internação nem anestesia.

A escolha sobre o tipo de coleta não é uma decisão do doador ou do paciente, mas sim uma indicação médica, de acordo com o tipo de patologia ou diagnóstico do paciente.

Transplante

O paciente é tratado com quimioterapia, que destrói sua própria medula, e recebe a medula óssea doada por meio de transfusão. Em duas semanas, a medula óssea transplantada já estará produzindo células novas.

Para os doadores, os riscos são praticamente inexistentes. Apenas 10% da medula óssea são retirados e, dentro de poucas semanas, a medula doada será recomposta pelo organismo.

O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Procure o Hemocentro, que atende a região, em Divinópolis:

Horário de atendimento

Segunda a sexta-feira: 7h às 13h
Telefone: (37) 3216-6500

Rua José Gabriel Medef (referência: em frente ao Hospital Santa Mônica), 221 – Bairro: Padre Libério.

Cadastro de candidatos à doação de medula óssea
Segunda a sexta-feira: 9h às 12h

Captação: (37) 3216-6513 ou 3216-6514

Cadastro: (37) 3216-6522 ou 3216-6526

*Com informações do Instituto Nacional do Câncer

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