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Aconteceu na noite de ontem (25) uma palestra sobre a doação de medula óssea. O evento foi idealizado por um grupo de amigos, que vendo o drama enfrentado pelos lagopratenses Alisson Caetano e Melissa Montezuma resolveram mobilizar e conscientizar a população. A palestra foi realizada no Teatro Fausto Resende (Praia Municipal).

A campanha, que teve início há poucas semanas, já levou mais de cem lagopratenses ao Hemominas para se cadastrarem no banco de dados para coleta.

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Compareceram mais de cem pessoas no local. De acordo com uma das organizadoras, Mariana Maia, foi muito emocionante. “Estou sem palavras até agora. Foi tudo muito lindo!”, afirmou.

A palestrante e colaboradora do Hemominas,  Sarah Caroliny, enfatizou que muitas pessoas não param para pensar no assunto. “Às vezes não é que as pessoas não se importam, mas é que não tem informação o suficiente para pensar no assunto. Por isso precisamos levar essas informações para elas”, afirmou.

A palestra gerou comoção em quem esteve presente e acompanhou as histórias de luta de quem espera por um doador.

Veja o depoimento de Melissa Montezuma, que além de ser a idealizadora da palestra, passa pelo problema.

Meu nome é Melissa. No fim de 2014 fui diagnosticada com aplasia de medula óssea, e no início de 2015 iniciamos uma busca por um doador que precisaria ser 100%compatível devido a minha doença ser uma doença auto-imune, um transplante com menos compatibilidade seria muito arriscado. Desde o início estou tomando medicações extremamente fortes, as quais tive de assinar termo de consciência dos riscos que as mesmas poderiam me trazer,mas se eu não tomasse minha medula pararia de produzir as células sangue e os órgãos entrariam em falência. Fiquei durante 1 ano nessa busca, mas infelizmente não foi encontrado o meu doador. Agora, devido às fortes medicações e ao longo tempo de espera estou com alguns órgãos comprometidos, e o transplante não será mais possível. Essa busca é de muita espera, é muito angustiante, pois dependemos da boa vontade das pessoas, do amor ao próximo, que elas façam o cadastro não porque algum parente está doente, mas façam por todas as pessoas que esperam por um doador. Ainda existe um tabu muito grande, muito desconhecimento a respeito do ato de doar. Mesmo não podendo realizar o transplante eu conheci e acompanho várias pessoas nessa luta e resolvemos realizar essas palestras para incentivar e conscientizar as pessoas a doarem sangue e medula. O sofrimento de quem espera um doador é muito grande, a angústia e a incerteza que nos acompanha dia a dia é destruidora. Mas tenho fé que um dia isso irá mudar.A chance de encontrar um doador compatível é 1 em 100 mil e tenho fé q um dia será 1/1“.

Saiba mais sobre a doação de medula óssea:

O cadastramento de candidatos a doadores de medula óssea é feito pela Fundação Hemominas. Para integrar o cadastro de doadores, é necessário:

  • ter entre 18 e 54 anos, boa saúde e não apresentar doenças como as infecciosas ou as hematológicas;
  • apresentar documento oficial de identidade, com foto;
  • preencher os formulários: ficha de identificação do candidato e termo de consentimento;
  • colher uma amostra de sangue com 5ml para testes, para fazer o exame HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) que irá determinar as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. O tipo de HLA será cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), vinculado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Assim como todos os hemocentros públicos brasileiros, a Fundação Hemominas atua apenas na orientação junto aos candidatos sobre os procedimentos para a doação de medula e na coleta das amostras, encaminhando-as aos laboratórios aptos a realizarem esses exames de alta especificidade técnica, cadastrados no Ministério da Saúde. A partir desse momento, os hemocentros não têm mais participação ativa, não recebem os resultados dos exames de Histocompatibilidade (HLA) para determinação do “perfil genético” e não têm acesso ao Cadastro Nacional de Doadores de Medula (Redome). Constantemente, há um cruzamento de dados entre o resultado de HLA do doador cadastrado no Redome e o do paciente, informação que fica armazenada no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é convocado para exames complementares e para realizar a doação propriamente dita. O candidato não receberá o resultado do HLA, pois este tipo de teste somente é importante para verificar a compatibilidade do transplante.

Compatibilidade

A chance de encontrar um doador compatível entre irmãos, filhos de mesmo pai e mesma mãe, é estimada em 25% a 30%, aproximadamente. Entre pessoas não aparentadas, essa possibilidade pode chegar a 1 para 100.000 candidatos cadastrados. A compatibilidade é verificada pela semelhança entre os antígenos dos leucócitos do doador com os do receptor, por meio do exame de HLA (Antígenos Leucocitários Humanos). Portanto, quanto mais candidatos cadastrados, maiores as chances de se encontrar o doador ideal para os pacientes que precisam de transplante.
Se o candidato for considerado compatível com um paciente, ele será consultado, mais uma vez, para decidir sobre a doação. Com a confirmação do doador, outros testes sanguíneos serão feitos para confirmar a compatibilidade. Em seguida, o candidato passa por rigorosos exames para avaliação da sua saúde e, se tudo der certo, ele se tornará um doador.

Coleta

Há duas formas básicas para coleta da medula de um doador:

  • punções no osso da bacia, por meio de agulhas especiais, sob efeito de anestesia. Os doadores passam por um pequeno procedimento cirúrgico, de aproximadamente 90 minutos.
  • aférese, procedimento de coleta por via periférica, que se assemelha a uma doação de sangue. Não requer internação nem anestesia.

A escolha sobre o tipo de coleta não é uma decisão do doador ou do paciente, mas sim uma indicação médica, de acordo com o tipo de patologia ou diagnóstico do paciente.

Transplante

O paciente é tratado com quimioterapia, que destrói sua própria medula, e recebe a medula óssea doada por meio de transfusão. Em duas semanas, a medula óssea transplantada já estará produzindo células novas.

Para os doadores, os riscos são praticamente inexistentes. Apenas 10% da medula óssea são retirados e, dentro de poucas semanas, a medula doada será recomposta pelo organismo.

O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Procure o Hemocentro, que atende a região, em Divinópolis:

Horário de atendimento em Divinópolis (onde está localizado o Hemocentro)

Segunda a sexta-feira: 7h às 13h
Telefone: (37) 3216-6500

Rua José Gabriel Medef (referência: em frente ao Hospital Santa Mônica), 221 – Bairro: Padre Libério.

Cadastro de candidatos à doação de medula óssea
Segunda a sexta-feira: 9h às 12h

Captação: (37) 3216-6513 ou 3216-6514

Cadastro: (37) 3216-6522 ou 3216-6526

*Com informações do Instituto Nacional do Câncer

 

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