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Proposta da Semed de transformar escola João Fernandes em creche e impossibilidade de repassar recursos para a creche Tia Elvira foram os motivos do protesto

Funcionários e pais de alunos da creche Tia Elvira e da Escola Municipal Professor João Fernandes fizeram hoje (20) uma manifestação na porta da Prefeitura de Lagoa da Prata. Segundo os manifestantes, a passeata só aconteceu porque os pais dos alunos da Escola Professor João Fernandes receberam um comunicado de que os alunos da escola teriam que estudar em outra unidade, pois a unidade será transformada em uma creche que irá atender 120 crianças. Os manifestantes da creche Tia Elvira também participaram do ato. Eles são contrários ao eminente fechamento da unidade, que provavelmente não será contemplada com a subvenção municipal de R$ 330 mil anuais, em atendimento à Lei  Federal nº 13.019/14, conhecida como Lei do Chamamento Público, que entrará em vigor no próximo ano.

De acordo com a responsável pela creche Tia Elvira, Marildes Perilo, sem o repasse ficará inviável manter a instituição, que é filantrópica e sem fins lucrativos. Atualmente, os pais dos 70 alunos pagam uma contribuição de 60 reais por mês.

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Na tarde de ontem (19) a Secretaria de Educação divulgou uma nota dizendo que acolherá as setenta crianças que hoje são atendidas pela creche Tia Elvira. E que, para a efetivação da matrícula os pais devem procurar a secretaria até amanhã (21). No local também serão esclarecidas eventuais dúvidas. Para os pais que desejam garantir a matrícula do seu filho poderá entrar em contato com a secretaria na Avenida Getúlio Vargas, 1010 – Centro.

Segundo a secretária de educação, Paulene Andrade, devido a pouca demanda de alunos, a Escola Municipal João Fernandes será transformada em uma creche. A unidade estava operando com 11 alunos em média por sala, abaixo da média exigida por lei. Para 2017, a Semed informou que houve cerca de 60 alunos matriculados. Os alunos serão remanejados para outras escolas e serão transportados pelo próprio município.

De acordo com uma mãe de aluno, as vagas só não foram preenchidas porque o aviso foi dado antes da matrícula, assim, a maioria dos pais não matricularam os seus filhos na Escola Municipal João Fernandes, mas que ao procurarem a Escola Monsenhor Alfredo Dohr, no bairro Chico Miranda, já não encontraram vagas.

Depoimentos dos pais

“Nós não temos para onde levar nossos meninos. Eles marcaram uma reunião para nós na escola e a secretária falou o que quis, quando chegou a nossa hora de perguntar ela foi embora.  Queremos saber do prefeito para onde vamos levar nossos meninos.  Nós não tivemos nem como falar nada porque a escola está fechada. Nós somos pobres e não temos como pagar transporte, sem contar que não acha vaga em outras escolas. Agora a gente tem que se virar” – Marcela Costa, dona de casa e moradora do bairro Sol Nascente e mãe de aluno da Escola Municipal João Fernandes.

 

Queremos lutar pelo direito das nossas crianças. Achamos isso uma falta de consideração, pois fecharam a escola no final do ano e não estamos conseguindo vagas em outras escolas , como é o caso da Escola Monsenhor Alfredo, que é a mais próxima da minha casa. Tem 19 alunos esperando vagas na frente do meu filho. Chegou fevereiro e eu não tenho pra onde levar meu filho. Ele vai ficar sem escola? Eu não tenho condições de pagar van pra ele. Queríamos que o prefeito ouvisse a necessidade de nossa comunidade. Eu tenho 1 filho de 6 anos e 1 de 4 meses, ou seja, a escola do Sol Nascente não terá utilidade nenhuma para os meus filhos” –  Alessandra Eustáquio, promotora de vendas, mãe de aluno da Escola João Fernandes.

 

Tenho uma filha na creche.  Ela nasceu de 29 semana e por causa dessa prematuridade teve um atraso no desenvolvimento,  eu levei ela na Apae e lá não foi achado médico, era, na verdade um problema de convivência. Chegando na Tia Elvira eu fui muito bem atendida e a minha filha tem todo o cuidado que precisa com fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagoga entre outros. A escola ajuda até a gente a lidar com os nossos filhos quando ele apresentam alguma dificuldade. Eu tenho a plena certeza de que minha filha é bem cuidada. É um absurdo uma escola correr o risco de ser fechada, é uma coisa de outro mundo, se não pode dar a subvenção, então, que municipalize a escola.  É descabida a ideia da escola correr o risco de ser fechada – Luciana Claudino Pereira, mãe de aluna da creche Tia Elvira

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