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Para algumas pessoas as situações são vistas dentro de apenas duas categorias, não existe meio termo. É tudo ou nada, ou é oito ou é oitenta. Em uma prova avaliativa, por exemplo, consideram a nota dez como sinal de sucesso e tudo o que está abaixo dela como fracasso. Tirar oito é tão decepcionante quanto tirar zero. Normalmente, apresentam características perfeccionistas e exigem de si mesmas e de quem convive resultados impecáveis. Com o passar do tempo, desempenhos considerados excelentes deixam de ser comemorados e são vistos como dever cumprido. A insatisfação torna-se assim, uma parceira sempre presente.

Abandonar a ideia de polaridades e enxergar as situações dentro de um continuum auxilia na construção de uma visão mais ampla e realista. Perceber que entre o excelente e o péssimo existem níveis intermediários, por exemplo, pode reduzir o nível de exigência e aumentar a sensação de satisfação. Há ainda algo fundamental nesse processo: a paciência. Esperar que grandes mudanças aconteçam da noite para o dia aumenta não só ansiedade como também as chances de desistência. É preciso ir com calma. Um passo de cada vez é ainda a melhor forma de se aprender a caminhar.

A psicóloga Luciene Morais escreve no Portal TV Cidade aos sábados
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