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De 2013 para 2014 a onda de criminalidade teve um aumento de 64% em S. A. do Monte, e 11% em Lagoa da Prata.

Um funcionário de um comércio localizado no bairro São Lucas, em Santo Antônio do Monte, procurou a redação do Jornal Cidade para falar sobre a onda de assaltos que tem afetado o município.  Segundo o informante, que não quis se identificar, os assaltos voltaram a acontecer desde que o delegado auxiliar Rodrigo Noronha deixou a cidade. “Este delegado veio para Samonte para ajudar o Dr. Lucélio. E desde que ele foi embora os assaltos voltaram a acontecer. O Dr. Rodrigo ficou aqui dois meses e a cidade foi normalizada, mas e agora? No dia em que fomos assaltados a polícia chegou ao local meia hora depois que solicitamos; isso quando vem. Estamos indignados porque só no bairro São Lucas, em uma semana, foram mais de sete assaltos”, desabafa.

Queremos mais atuação das autoridades. O que eles estão esperando para agir? Vão esperar morrer um filho do prefeito, de um médico ou de alguém mais importante? É bom eles pensarem, porque o comércio não está dando o retorno financeiro que os assaltantes buscam e posso afirmar que logo eles começarão a buscar os ‘peixes grandes’

O comerciante ainda destacou que os assaltantes não tem medo da polícia. “Na verdade, eles ainda brincam com eles ligando na delegacia e dizendo que tem um assalto no bairro Dom Bosco, daí eles correm para o bairro São Lucas e assaltam, pois como ligaram antes dizendo que o assalto seria em outro bairro, eles têm a certeza que a polícia demorará a chegar ao local”, afirmou.

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O informante diz que a sensação no município é de total insegurança. “Queremos mais atuação das autoridades. O que eles estão esperando para agir? Vão esperar morrer um filho do prefeito, de um médico ou de alguém mais importante? É bom eles pensarem, porque o comércio não está dando o retorno financeiro que os assaltantes buscam e posso afirmar que logo eles começarão a buscar os ‘peixes grandes’”, avisa.

 

DELEGADO EXPLICA

Ivan José Lopes (1)
Delegado Regional Dr. Ivan José Lopes.

De acordo com o delegado regional Ivan José Lopes, Noronha, que é delegado em Martinho Campos, foi transferido para Santo Antônio do Monte para trabalhar na apuração de alguns casos relevantes, sobretudo de latrocínio, para que o delegado titular continuasse dando atenção aos casos rotineiros e atendendo a população. “Deu resultado. Naquele momento, em razão do sucesso de várias investigações conduzidas pelos dois delegados e também pelas ações de natureza preventiva da Polícia Militar, houve redução do número de roubos. Depois daquilo, prisões importantes também aconteceram em Lagoa da Prata, com reflexo positivo para segurança das duas cidades, tenha visto que boa parte dos autores era de Santo Antônio do Monte. Neste momento, entretanto, não é possível designar outro delegado do âmbito da Delegacia Regional da Polícia Civil de Bom Despacho, para auxiliar o titular de Santo Antônio do Monte porque existem carências em outras unidades policiais também. Vamos continuar confiando na seriedade, capacidade e comprometimento do delegado Lucélio e da sua equipe”, explica. Atualmente, Rodrigo Noronha também está respondendo pelo expediente da delegacia de Pompéu.

O delegado ainda salientou que os números da criminalidade são constantemente monitorados pela Delegacia Regional, em relação aos 19 municípios atendidos, dentre eles, Santo Antônio do Monte. “De fato, o número de roubos ocorridos este ano na comarca de Santo Antônio do Monte (incluindo Pedra do Indaiá) já é maior que o do ano passado. Em 2013 foram registrados 53. Este ano, até o dia 29 de outubro, foram registrados 87. Um aumento, portanto, de 64%. Para se ter uma ideia, em Lagoa da Prata (cuja população é quase o dobro), no mesmo período foram registrados 100 roubos, contra 90 do ano de 2013; um aumento de 11%”, afirmou.

Lopes explica que para os assaltantes não existem fronteiras quando estão determinados a executar um crime. “Na verdade, lamentavelmente, o crime avança de forma geral no Brasil. É fácil constatar que para o criminoso não existem divisas ou fronteiras, não existe ética ou valor moral, e não existe temor a Deus ou às leis dos homens. Existem, de outro lado, fatores culturais, econômicos e legais que favorecem a criminalidade. De forma que o problema da segurança pública não pode ser tratado de forma isolada, em âmbito municipal ou estadual. Cada município tem suas peculiaridades e pode fazer a sua parte, mas não pode esperar solução mágica, fora do contexto nacional”.

É provável que novas operações sejam realizadas dentro da legalidade, conforme o andamento das investigações, quando isso se mostrar oportuno e conveniente para obtenção de provas e para viabilizar prisões.

O delegado ainda afirmou que novas operações deverão acontecer para que se tente minimizar a onda de assaltos. “É provável que novas operações sejam realizadas dentro da legalidade, conforme o andamento das investigações, quando isso se mostrar oportuno e conveniente para obtenção de provas e para viabilizar prisões. Essas ações podem até contar com participação da Polícia Militar, independente das operações puramente preventivas que o comando da Polícia Militar julgar conveniente a qualquer momento. Mas estamos confiantes que nos próximos seis meses tenha um aumento do quadro de policiais. Está em andamento um concurso que visa a nomeação de mil investigadores para o Estado de Minas Gerais. Na verdade já foi realizada a prova de conhecimento e em breve serão realizadas as demais etapas do certame. No que tange à Polícia Civil, na medida em que são exitosas as suas investigações e que autores são identificados e presos, a criminalidade tende a cair. É o que aconteceu recentemente e esperamos que se repita nos próximos dias, devido ao empenho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar, com apoio do Ministério Público e do Judiciário”, frisou.

 

 

 

 

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