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Maria Clara olhou para a sobremesa angustiada. Durante o jantar ela já tinha comido mais que o recomendado em sua dieta. “Resolvi fazer esse mousse de chocolate porque sei que é o seu preferido!”, comentou a amiga com um sorriso no rosto. Após um segundo de indecisão, Maria Clara leva a colher com o mousse até a boca. Estava tão bom quanto todos os outros que ela já havia experimentado, mas a última colherada veio diferente, veio carregada com o sabor amargo da culpa.“Eu sou mesmo um fracasso. É muito difícil! Eu não consigo.”, pensa Maria Clara antes de abandonar de vez a dieta que vinha seguindo já há mais de um mês.

Maria Clara é um personagem fictício, mas a dificuldade enfrentada por ela em seguir a dieta é muito comum entre os que buscam emagrecer e manter o peso.  Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que pelo menos 4 entre 10 pessoas que tentam emagrecer e desistem, aumentam seu peso em relação ao anterior à dieta. É o chamado “efeito-sanfona”. Essa realidade poderia ser outra, se associados à dieta e a rotina de exercícios físicos houvesse também o cuidado com as emoções que aparecem durante o processo. Toda mudança traz consigo desafios emocionais, e estes exigem certas habilidades para serem superados. Diante do mousse de chocolate Maria Clara se viu apenas com duas opções: recusar a sobremesa e contrariar a amiga ou “quebrar” a dieta para agradar a mesma. Para aliviar a ansiedade gerada pelo conflito ela opta rapidamente por comer todo o mousse, carregando o peso da culpa e desistindo da dieta logo a seguir. Ela poderia ter optado por comer apenas uma colherada. Poderia ter levado para a casa para comer em outro momento. Poderia ter agradecido e recusado, explicando à amiga as suas razões. Mas ela não estava preparada para nenhuma dessas atitudes. Após o deslize, o que é absolutamente comum nestes casos, Maria Clara poderia simplesmente ter dado continuidade à sua dieta, mas ela não havia desenvolvido os recursos necessários para avaliar e tomar uma decisão consciente.

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Algumas pessoas, por motivos variados, desenvolvem esses recursos ao longo de suas vidas, mas essa não é a regra. Para a maioria das pessoas, lidar sozinhas com conflitos emocionais é algo quase impossível. Quem nunca recorreu a ajuda de um(a) amigo(a) ou familiar na busca de soluções para algum problema pessoal? É nesse ponto que a psicologia aplicada ao emagrecimento pode oferecer suporte qualificado para as pessoas que encontram dificuldades em emagrecer e manter o peso. Para superar os desafios que surgem no processo é preciso construir uma nova maneira de se posicionar perante os conflitos. É necessário entendê-los e olhá-los a partir de uma nova perspectiva, para então desenvolver as  habilidades necessárias para superá-los. A psicologia aplicada ao emagrecimento é uma oportunidade de seguir diferentes caminhos para se chegar a diferentes resultados.

Para saber mais sobre o assunto envie um e-mail para [email protected]  ou visite minha página no Facebook. É só procurar por Luciene Psicóloga que você vai encontrar.

Luciene Morais, psicóloga

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