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A paralisação das nove empresas afetou mais de 600 trabalhadores

Nove fábricas de fogos de artifício da região do município de Santo Antônio do Monte voltaram a funcionar nesta semana, após ficarem fechadas por quase dois meses. Em fevereiro, fiscais do Exército Brasileiro detectaram irregularidades nos galpões que armazenam a produção e lacraram as unidades.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Explosivos (Sindiemg), cerca de 600 trabalhadores foram afetados pela paralisação. Uma empresa chegou a demitir 40 funcionários por causa da interrupção na produção. Segundo informações do G1, o   Exército não se pronunciou sobre o caso.

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De acordo com Américo Libério da Silva, coordenador do Sindiemg, as empresas interditadas não cumpriam uma determinação do Exército para a estocagem dos explosivos. “Na verdade, houve um desencontro de informações porque os empresários entenderam que teriam prazo até 30 de março deste ano para cumprir o que o Exército havia estabelecido na vistoria anterior. Mas em fevereiro ocorreu em Brasília uma determinação de que as empresas deveriam ser interditadas”, disse.

O sindicato estima que 600 trabalhadores tenham sido diretamente afetados pelo fechamento das nove empresas. “A maioria dos empresários deu férias coletivas. Em uma das empresas, instalada no município de Japaraíba, o período de férias já havia terminado e foi preciso demitir 40 funcionários, que certamente serão recontratados”, acrescentou.

No dia 27 de março, duas outras empresas do polo de Santo Antônio do Monte comunicaram a 90 trabalhadores que eles poderiam ser demitidos em breve, caso a fábrica não reabrisse. “Felizmente houve um entendimento por parte do Exército e essas demissões não ocorreram”, comentou Américo.

Ainda segundo o sindicato, as empresas foram informadas pelo Exército de que os galpões não foram bem avaliadas no quesito limpeza. “Na vistoria feita na segunda-feira, todas as empresas foram visitadas pelos fiscais e todas foram liberadas pelo Exército”, acrescentou o coordenador do Sindiemg.

Ações

O Sindiemg reúne 70 empresas fabricantes de fogos de artifícios e 48 delas ficam no município de Santo Antônio do Monte. O restante é distribuído entre Itapecerica, Pedra do Indaiá, Lagoa da Prata, Japaraíba, Moema, Arcos e Luz. “O sindicato age repassando aos empresários e aos trabalhadores da indústria de fogos de artifício todas as normatizações impostas pelo Exército e cobrando o imediato cumprimento do que é estipulado. Diante de casos mais graves, com eventuais acidentes nas fábricas, nos reunimos para discutir soluções e propor soluções”, finalizou Américo.

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