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Autoconhecimento, como o próprio termo sugere, refere-se ao conhecimento que se tem sobre si mesmo. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam conhecer-se melhor não significa apenas mergulhar dentro de si, no mundo dos sentimentos e das emoções. Acessar, conhecer e nomear os próprios sentimentos é apenas o primeiro passo para de fato conseguir compreender a si mesmo.

Uma das razões que dificultam o autoconhecimento é o fato de que aprendemos a explicar nossos comportamentos por meio de nossos sentimentos. Dizemos, por exemplo, que alguém chorou porque estava triste, gritou porque estava com raiva, cantou porque estava feliz, etc. No entanto, nossos sentimentos são apenas uma parte do história e se desejamos de fato compreender as razões de agirmos de uma tal forma, precisamos também aprender a olhar para fora de nós. Vamos ver um exemplo?

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No senso comum dizemos que: “Mariazinha chorou porque estava triste”. Se nos prendemos a essa explicação passamos então a acreditar que a causa do problema está no sentimento de tristeza de Mariazinha. Por outro lado, se investigássemos melhor a situação, poderíamos descobrir que:

  • Antes de se sentir triste e chorar, Mariazinha levou uma bronca de seu pai. É que mais uma vez ela não havia feito seu dever de casa a tempo de leva-lo à escola (ela definitivamente não gosta de fazer essa tarefa).
  • Enquanto se sente triste e chora, Mariazinha é amparada por sua mãe que, como sempre, “adula” a filha e faz a tarefa escolar para ela.

Conseguimos agora ter um novo olhar sobre as causas do choro de Mariazinha, não é verdade? Ao ampliarmos nosso olhar sobre uma situação, compreendemos tanto os “porquês” quanto os “para quês” do comportamento dela de chorar. Entendemos que Mariazinha chora não é apenas porque está triste, mas porque não fez o dever e acabou levando uma bronca do pai. Podemos supor ainda que o choro de Mariazinha não acontece por acaso, pois em sua experiência ela descobriu que ao chorar ela consegue o apoio de sua mãe e pode assim livrar-se de ter que fazer algo que não gosta.

Nossos sentimentos são extremamente importantes, no entanto, também são elementos a serem contextualizados e explicados. Todo e qualquer comportamento tem uma função, algo que o motiva a acontecer. Se alguém de fato deseja conhecer-se melhor, precisará mergulhar não apenas no mundo dos sentimentos, mas aprender a acessar e considerar diferentes aspectos que os despertam e os matem. Ao construirmos um novo olhar podemos também pensar em maneiras diferentes de fazer algo. Uma nova maneira que quiçá possa nos proporcionar sentimentos mais agradáveis.

 

Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799 Psicóloga Clínica – Especializando em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG Fones (37) 8842-4204  e 3262- 2132 Credenciada para Atendimentos Online pelo site www.psicoharmonia.com.br
Autora: Luciene Morais Batista – CRP 04-37799
Psicóloga Clínica – Especializando em Terapia Comportamental e Cognitiva pela PUC Minas
Consultório: Rua Professor Jacinto Ribeiro nº 32, Centro, Lagoa da Prata – MG
Fones (37) 8842-4204 e 3262- 2132
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