COMPARTILHAR
Visita à Feira de Ciências da Escola Virgínio Perillo
Continua depois da publicidade.

Centro de Atenção Psicossocial de Lagoa da Prata (Caps) vem realizando diversos investimentos em sua estrutura física para melhor atender seus pacientes. Segundo a psicóloga Eliana Delfino, todo o trabalho é desenvolvido para que o paciente tenha governabilidade sobre a sua vida. Em oito meses a unidade recebeu 167 novos pacientes.

O Caps foi fundado em Lagoa da Prata no ano de 1994 com a missão de dar atendimento às pessoas que sofrem com transtornos mentais severos e persistentes, favorecendo
o exercício da cidadania e da inclusão social dos usuários e de suas famílias.

Eliana Delfino – Psicóloga
Continua depois da publicidade.

Em Lagoa da Prata, a unidade oferece um regime de atenção diária através de grupos de reflexão, artesanatos, cuidados clínicos (terapeuta ocupacional, psicólogo, psiquiatra, assistente social e enfermagem), educação, trabalho, esporte, lazer, cultura, oficinas de recreação, terapias e passeios intermunicipais.

Para a assistente social Junia Cruz Ramires Silva, além das atividades propostas pela unidade, outras são desenvolvidas junto à assistência social. “Trabalhamos questões de família, questões previdenciárias, dificuldades sociais vividas por eles e em relação a como se colocar diante do problema”, afirmou.

Atualmente, 15 profissionais compõem a equipe do Caps. Segundo o coordenador administrativo, Adriano Moraes, algumas mudanças foram feitas na unidade. “Fizemos uma parceria com a Fundação Futura, que pintou os muros da unidade, deixando o ambiente mais alegre e lúdico. Retiramos alguns entulhos e fizemos o plantio de árvores, consertamos as calçadas, limpamos o pátio, trocamos lâmpadas, consertamos vazamentos, reformamos o refeitório, revitalizamos a área externa com um novo jardim e redistribuição de bancos”, afirmou.

PROJETO CUCA LEGAL

O projeto Cuca Legal é formado por uma associação de familiares, usuários e profissionais do serviço de saúde mental. Nele, são desenvolvidos trabalhos manuais como bordado, crochê, tapetes de cordão, pintura em tecido, pintura em tela, confecção de roupas de cama, banho e cozinha e encadernação (agendas e blocos de anotações). Esses produtos podem ser adquiridos de 13h às 16h na “Lojinha”, que está localizada na rodoviária.

Depoimentos

“Eu perdi o meu esposo e foi muito difícil lidar com essa perda. Eu não queria sair de casa, não queria comer e nem fazer nada. Tive depressão, fiquei descontrolada. Agora, com o tratamento eu me sinto muito bem. Aqui faço pintura, grupo de reflexão e aprendi a fazer várias coisas. O tratamento aqui está me ajudando muito porque se eu tivesse ficado em casa não teria conseguido sozinha”. – Geralda Barbosa – dona de casa

Geralda Barbosa –
dona de casa

“Eu vim para o Caps com problema de surto e depressão. Eu não aceitava. Agora tenho eles aqui como a minha segunda família. Melhorei muito, faço todas as atividades, até a quantidade de remédios diminuiu. Quando eu sair daqui vou sentir falta, mas vou poder ajudar outras pessoas”. – Rosana da Silva – dona de casa

Rosana da Silva –
dona de casa

“Eu bebia muito, não cuidava da minha casa e nem cuidava dos animais que tenho. Ficava só na cachaça. Estou me tratando. Tive até alguns remédios cortados. Hoje, é muito difícil eu beber. Estou gostando muito do tratamento, está me ajudando demais”. – Josemar Barbosa Silva – aposentado

Josemar Barbosa
Silva – aposentado

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp