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Confira o depoimento de Maria José de Oliveira (Rainha) na matéria.
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Os serviços de saúde têm sido – juntamente com a segurança pública – os principais problemas encontrados pela maioria dos municípios do Brasil. Devido à crise econômica e os atrasos e quedas dos repasses constitucionais que a União e os estados enviam aos municípios, muitas prefeituras estão suspendendo serviços básicos à população.

Até municípios de médio e grande porte, como Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e Rio de Janeiro, têm enfrentado dificuldades.

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Em Lagoa da Prata, apesar de, eventualmente, serem registradas
reclamações sobre a falta de médicos nas unidades básicas de saúde e medicamentos na farmácia municipal, a estruturação do serviço feita pela Administração Municipal nos últimos anos tem credenciado a cidade a assumir um papel importante, sendo referência em diversas especialidades dentre os 54 municípios da macrorregião.

O Jornal Cidade conversou com usuários do serviço de saúde, com quatro servidores efetivos e questionou qual a avaliação deles em relação ao serviço prestado. Todos ressaltaram a evolução da saúde do município. Por exemplo, a empregada doméstica Maria José, nascida em Lagoa da Prata há 39 anos, afirmou que “a saúde nunca esteve tão boa”. A avaliação foi confirmada pelos outros entrevistados e corroborada por técnicos da Secretaria de Saúde, que são funcionários concursados que trabalham no órgão.

Dentre as ações realizadas nos últimos anos pela Secretaria de Saúde, duas merecem destaque: a Casa de Apoio e a construção da UPA. Na Casa de Apoio, inaugurada em 2015, os lagopratenses que fazem tratamento médico em Belo Horizonte têm à disposição uma casa para pernoitar, descansar, se alimentar e transporte até os hospitais. Antes, os “peregrinos da saúde” relatavam o sofrimento que era ter de aguardar o dia inteiro na Praça Hugo Werneck, sob sol e chuva, a chegada do veículo que trazia as pessoas de volta a Lagoa da Prata. Já a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de acordo com o secretário de Saúde Geraldo de Almeida, ofereceu mais comodidade os pacientes, uma vez que o antigo pronto-socorro não tinha estrutura física adequada. O quadro médico foi ampliado, com cinco profissionais trabalhando durante o turno de 24 horas. A UPA de Lagoa da Prata foi a última liberada pelo governo federal, cuja obra foi concluída em um ano e quatro meses. Veja outras ações na área de saúde que foram realizadas nos últimos anos:

Parceria com Hospital São Carlos
A parceria entre o Município de Lagoa da Prata, Fundação São Carlos e Secretaria de Estado de Saúde permitiu a realização
de atendimentos de urgência e emergência de ortopedia
e cirurgias de média complexidade. Lagoa da Prata atende a pacientes de 54 municípios nas áreas de traumatologia, ortopedia, cirurgia geral, laqueadura e cirurgia vascular. Até pacientes de Divinópolis são atendidos no Hospital São Carlos.

Até dezembro de 2015, o Município repassava ao hospital em média 6 milhões de reais ao ano, em convênios para a manutenção do pronto atendimento médico, para os plantões de sobreaviso e para as cirurgias eletivas.

Dentro desta parceria com o Hospital São Carlos, vale ressaltar a importância da UTI, que funciona com 10 leitos. Foi inaugurada em 2013, em compromisso firmado pela Administração Municipal
com a Secretaria de Estado de Saúde e o Ministério Público, de que o município iria dar apoio à manutenção da UTI. “Muita gente disse que iamos quebrar a UTI e o hospital, mas hoje a UTI está aí
salvando vidas”, comemora o prefeito Paulinho.

Médicos em todas as unidades de saúde

Todas as 10 unidades de saúde e as 2 policlínicas contam com médicos. “A Administração Municipal exigiu o cumprimento da carga horária básica dos médicos. Todas as unidades têm médicos
cumprindo a sua carga horária integral, o que não acontecia antes. Em Lagoa da Prata os profissionais são remunerados de forma justa e recebem em dia”, explica o Secretário de Saúde Geraldo de Almeida. “Temos 5 médicos na
UPA em plantão 24hs, 4 médicos na policlínica em plantão 24hs, 10 médicos especialistas e mais 10 médicos nos PSFs. Eventualmente a unidade de saúde fica um período de 30 dias sem médico em tempo integral, devido ao período de férias dele, mas outro profissional faz os atendimentos em seu lugar”.

Elevado investimento na saúde

A Constituição Federal determina que o Município deve investir no mínimo 15% de seu orçamento na saúde. O investimento total em 2015 foi de R$ 25.635.222,72, dos quais R$ 17. 672.576,37 foram de recursos do próprio Município, o que representa 32% do Orçamento, de acordo com informações da Secretaria de
Saúde.

Casa de apoio

Diariamente passam cerca de 60 pessoas na Casa de Apoio, localizado no bairro Alto Barroca, em Belo Horizonte. Elas recebem café, almoço e jantar. Podem descansar e até pernoitar, quando estão fazendo tratamento médico ou acompanhando algum parente ou amigo.

“Antes da Casa de Apoio, que atende a todas as pessoas que precisam, havia um aspecto até eleitoreiro. As pessoas iam para uma pensão, onde ficavam misturadas com gente de várias cidades, ou então eram jogadas em uma praça, correndo risco de assalto e sofrendo debaixo de chuva e sol”, lamenta o secretário.
Na Casa de Apoio as pessoas tem um atendimento humano e com segurança, em um ambiente limpo e agradável. Além disso, elas recebem transporte de ida e volta até o hospital.

“Muita gente afirma que seria ideal que as pessoas não precisassem ir a Belo Horizonte por causa da saúde. Realmente seria o ideal. Mas todas as cidades enviam pacientes
para a capital. Até Betim, que está lá do lado. E Belo Horizonte
manda pacientes para São Paulo. E São Paulo manda para os Estados Unidos. Esse é um ciclo que não terá fim. Então, é justo oferecer um pouco de dignidade para a pessoa que precisa fazer algum tratamento fora”, afirma Geraldo de Almeida.

UPA
A unidade de Lagoa da Prata foi a última liberada pelo Governo Federal, que autorizou 2,3 milhões de reais para a execução da obra. “A Administração Municipal conseguiu a verba graças ao relacionamento que o prefeito tem com pessoas ligadas ao Ministério da Saúde”, diz Almeida. A obra foi concluída em um
ano e quatro meses. Uma matéria veiculada, recentemente, no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, mostra existem mais de 100 UPA’s que já foram concluídas e os municípios ainda não conseguiram
inaugurar, além de inúmeras cujas obras estão paradas. O custeio da UPA de Lagoa da Prata ficará na ordem de 500 mil reais.

Entrevista: Prefeitos Paulinho e Roberto do Tuim

Ismar Roberto_Paulinho Despachante_Roberto do Tuim_Paulo César Teodoro_AscomA maioria dos municípios está em crise financeira, cortando
serviços básicos. Em Lagoa da Prata os pagamentos
estão em dia e ainda não houve cortes de serviços. E a situação do município, apesar de ser um pouco melhor do que os demais da região, não é diferente. Como conseguiram recursos para investimentos? 

Paulinho: É muito simples. Gestão eficiente dos recursos públicos. Desde o início do mandato orientamos a todos os secretários a serem austeros com os gastos de suas pastas, utilizando somente o que é necessário. É importante também ter uma equipe altamente qualificada e compromissada em prestar um atendimento de qualidade ao público. A maior parte de nossas secretarias são ocupadas por técnicos. E outra ação que fez a diferença foi abrir a cidade para todos os deputados que quisessem trazer recursos para cá.

Roberto do Tuim: Tinha gente que ganhava votos com o sofrimento do povo. Nesses três anos de administração recebemos recursos de vários deputados, que até então não investiam aqui.

Paulinho: Quando eu era vereador e via muitas pessoas na Câmara pedindo auxílio para tratamento de saúde, para pagar consultas, etc. Nós,como vereadores, buscávamos recursos com os deputados, mas eles não podiam enviar para Lagoa da Prata porque aqui tinha dono. Nos anos anteriores ao nosso governo,
a cidade tinha até mais potencial de investimento, chegava muito mais dinheiro do Governo Federal e Estadual. Mas como o Roberto falou, parece que o objetivo deles era captar votos com o sofrimento do povo.

E como vocês avaliam esses novos serviços de saúde implantados em Lagoa da Prata?

Paulinho: Eu tenho o sonho de ver uma cidade que funciona. É com muito orgulho que implantamos a Casa de Apoio e a UPA, que foi um investimento na ordem de 2 milhões de reais. Mas de nada adianta fazer obras se não tem um atendimento humanizado. Por isso cobramos um atendimento de excelência aos profissionais de saúde.

Roberto do Tuim: Quando candidatamos, o grande clamor do povo era melhorar a saúde. As pessoas vinham num sofrimento grande. Todo mundo sabe como foi o final da administração passada. Infelizmente, teve vários problemas. Apesar da crise econômica que o país está passando, e todos os municípios estão sentindo as consequências, Lagoa da Prata tem avançado e muito, principalmente na área da saúde.

INAUGURAÇÃO DA FARMÁCIA DE MINAS
FARMÁCIA DE MINASAlém dos medicamentos da cesta básica, o Município oferece medicamentos de alto custo a cerca de 700 usuários. Alguns medicamentos chegam a custar 30 mil reais mensais.

 

 

 

IMPLANTAÇÃO DO NASF
nasfNo Núcleo de Apoio de Saúde da Família os pacientes recebem atendimento de assistente social, nutricionista, educador físico, farmacêutico, psicólogo e fisioterapia.

 

 

NOVA UBS NO BAIRRO GOMES

UBS Gomes

 

 

 

 

 

 

REFORMA DA UBS SANTA HELENA

UBS fachada_ascom

 

 

 

 

 

 

Depoimentos

CASA DE APOIO

Maria José (2)“O serviço de saúde melhorou 100%. Quantos anos venho lutando sobre o problema de visão do meu filho e o meu problema no joelho! A gente andava, andava em vão. Agora, graças a Deus, tivemos uma luz. Dr. Diogo conseguiu um encaminhamento por meio da Secretaria de Saúde. Em 2009 meu irmão sofreu um acidente muito grave. Na época, fiquei na antiga pensão que era paga pelo município. Sem querer desmerecer, era muito ruim o serviço. Fiquei dois dias. Não tinha um banho direito, não tinha café, o colchão era mais fino do que um papelão, aquela aglomeração de gente doente de várias cidades. Hoje tem a Casa de Apoio, que é fantástica. Eu moro em Lagoa da Prata há quase 40 anos e a saúde nunca esteve tão boa como está agora.” Maria José de Oliveira (Rainha), empregada doméstica, 39 anos, natural de Lagoa da Prata.

 

02_ASCOMDevanildes Moura Costa ficou na Casa de Apoio durante 3 meses. Seu esposo, Sr. Antônio Carlos, sofreu um acidente gravíssimo e ficou hospitalizado no Hospital João XXIII: “Fui muito bem recebida, do café da manhã até no jantar, banho e idas e vindas ao hospital nos deixando na porta. Me senti em casa mesmo. Se não fosse a Casa de Apoio não teria condições. Sou aposentada
e ele também, dois salários para tudo e despesa de farmácia, que é bem alta. Agradeço a administração de Lagoa da Prata, no momento de dor que eu mais precisei, eu recebi abrigo”.

 

03_ASCOM“Antigamente eu ficava na pracinha com minha criança, sem alimentação e sem banho”. Assim descreveu Roberta Fonseca o calvário que sofria em Belo Horizonte antes da inauguração da Casa de Apoio. “Agradeço por tudo que tem feito na área da saúde. Fui muito bem recebida na Casa de Apoio. Antigamente ficava naquela pracinha com minha criança sem dar banho, sem alimentação e sem nada. Foi um ótimo empreendimento que o Prefeito Paulinho fez. Só tenho o que elogiar”.

 

04_ASCOM“Faço tratamento no Hospital Mário Pena, em Belo Horizonte. Quando chego a Belo Horizonte o motorista me leva para a Casa de Apoio. Na situação de fragilidade que a gente fica, não tem preço que pague. Eu jamais teria condição de pagar lugar pra ficar lá em Belo Horizonte. Em meio a tanto sofrimento, temos um lugar gostoso e tranquilo para ficar”, disse Nilma Maria Ferreira Gonçalves, moradora do bairro Nossa Senhora das Graças.

 

 

“O serviço de saúde está muito bom. Se a gente precisa de ir à Márcia (2)Belo Horizonte temos o transporte e tem a Casa de Apoio. O atendimento na Secretaria de Saúde também é muito bom. A saúde realmente está muito boa. Antes a gente marcava consulta
e demorava muito. Agora é mais rápido”. Márcia Braga da Silva, diarista.

 

UPA 24 horas

Ao serem indagados sobre o atendimento, Nilza Rodrigues Gaia 01_ASCOMacompanhando seu pai Gerino Rodrigues Gaia, diz que há anos acompanha seu pai em tratamentos de saúde constante até o
antigo Pronto Socorro e agora pela primeira vez na UPA, diz estar feliz com a troca de local e novo sistema de atendimento, também o prédio novo e arejado, “Bom pra todos, né?”

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