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O produtor rural João Maria de Oliveira entrou em contato com o Jornal Cidade alegando que próximo ao local conhecido como Açude da Vargem, e também perto do Campo dos Veteranos, na saída do bairro Gomes, está com acúmulo de lixo. Segundo Oliveira, as pessoas têm jogado móveis e lixos residenciais, e algumas empresas também têm jogado resíduos de seus produtos. “O pessoal está jogando muito lixo lá, resto de fábrica de pelúcia, fábrica de lingerie. Inclusive eu peguei no meio do lixo, recibos, documentos, que dá para saber até quem está jogando, e são vários. Em meio ao lixo tem resto de marcenaria e televisão velha. Eu queria pedir que elas tenham consciência. O que não serve para mim, não serve para os outros”, afirmou.

João Maria de Oliveira
João Maria de Oliveira

João destaca que o local está muito sujo e que ninguém contribui para que seja diferente. “Tem uns quatro, cinco anos que lá virou um verdadeiro lixão. O pior dos fatos é que eles jogam o lixo e depois alguns usuários de droga, que frequentam o local, colocam fogo. Quero fazer um pedido para esses donos de indústrias e empresas. É preciso achar um destino correto para esse lixo, porque está prejudicando outras pessoas e o meio ambiente”.

O pessoal está jogando muito lixo lá, resto de fábrica de pelúcia, fábrica de lingerie. Inclusive eu peguei no meio do lixo, recibos, documentos, que dá para saber até quem está jogando, e são vários. Em meio ao lixo tem resto de marcenaria e televisão velha. Eu queria pedir que elas tenham consciência. O que não serve para mim, não serve para os outros

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Oliveira ainda sugeriu que as autoridades competentes deveriam fiscalizar com mais rigor. “Já fui atrás da prefeitura. Eles foram lá e limparam há cerca de seis meses, mas já está tudo sujo novamente. Só não tem mais lixo porque colocam fogo. Acho que a prefeitura tem que tomar providências. O mais sensato seria colocar um fiscal e multar duas ou três empresas para ver se param. Talvez, se doer no bolso, a pessoa mude de atitude. Eu passei uns quatro, cinco anos tirando o lixo com meu trator e levando para o lixão, mas de uns tempos para cá dificultaram a entrada lá, agora é uma burocracia, o que eu não acho errado. Porém, eu parei de descartar o lixo lá. Por último, foi a prefeitura que limpou, até colocou algumas placas sinalizando a proibição de jogar lixo ali, mas as pessoas não respeitam”, enfatizou.

Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura de Lagoa da Prata informou que o assunto é complexo e que a Secretaria de Limpeza recolhe regularmente o lixo no local. “Não há como disponibilizar uma pessoa para fiscalizar 24 horas o lugar, assim não há como responsabilizar alguém por isso, já que o descarte é feito de forma clandestina”, informa a nota.

A assessoria também disse que o cidadão deve denunciar de forma que seja capaz a identificação do autor ou dos autores, para que sejam tomadas as medidas cabíveis. “A população precisa se conscientizar nesse sentido. A prefeitura faz a coleta do lixo doméstico e a Ascalp a coleta seletiva. Agora, se o cidadão vai fazer uma reforma em casa ou descartar uma quantidade grande de lixo, ele precisa ter a consciência de que terá que contratar uma caçamba para um descarte desse lixo. Lembrando que essa prática é um crime ambiental, sujeito a multa”, destacou a assessoria.

Por: Rhaiane Carvalho e Jéssica Ribeiro

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