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Miguel Gontijo mescla referências da história da arte e do universo pop
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Essa exposição reúne um conjunto de novos trabalhos do artista mineiro, nascido em Santo Antônio do Monte

As telas de Miguel Gontijo são conhecidas pela feitura minuciosa e, às vezes, podem até ser confundidas com colagens, em razão da semelhança visual entre essas composições. Tal característica, entre outras, pode ser apreciada na mostra “Babel”, em cartaz na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes. Essa exposição reúne um conjunto de novos trabalhos do artista mineiro, nascido em Santo Antônio do Monte.

O curador e atual presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes Filho, ressalta que Gontijo tem um perfil enciclopédico. Em razão disso, a seu ver, as obras dele são repletas de citações, tanto da história da arte quanto do universo pop, como os quadrinhos. “Ele lida com essas referências de uma maneira bastante antropofágica”, comenta Nunes- Filho, que pensou o projeto a partir da ideia de labirinto. “No centro da exposição, nós temos a instalação chamada ‘Babel’. Os dois lados funcionam como espelhos ou como uma fita de Möebius que encontra em ‘Babel’ um ponto de torção”, completa ele.

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Entre as criações, figuram também desenhos, assemblages e objetos que foram inspirados na história bíblica da Torre de Babel. “Miguel Gontijo faz uma ressignificação desse mito, que pode ser entendido como uma metáfora para o desejo. Afinal, ele só se sustenta enquanto não for realizado. Por isso, a destruição de Babel representa não o fim, mas o começo do processo civilizatório”, observa o curador.

Serviço. Mostra “Babel”, de Miguel Gontijo, no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, centro). Visitação: De 3ª a sáb., das 9h às 21h; dom., das 16h às 21h. Entrada gratuita.

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