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Diante de situações que causam sofrimento, algumas pessoas acreditam serem elas mesmas as únicas responsáveis pelo ocorrido. Desconsideram todos os outros fatores que geraram o problema, carregando sozinhas o peso da culpa. Ao insistirem na ideia de que poderiam ter feito algo para evitar o desfecho indesejado, aumentam ainda mais a sensação de impotência e frustração. Muitas vezes, sem comentar com outras pessoas o que se passa, sofrem em silêncio e reduzem assim as chances de serem ajudadas.

Com o fim do namoro, por exemplo, é provável que deem a seguinte explicação: “Andava muito estressado (a), por isso meu (minha) namorado (a) me traiu.” Se o filho fica doente: “Não cuidei direito do meu filho, por isso ele adoeceu.” Tais motivos podem até ter contribuído para que a situação chegasse a tal ponto. No entanto, certamente não foram os únicos responsáveis.

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É necessário ampliar o olhar sobre a situação, percebendo que outras pessoas e fatores também tiveram sua parcela de responsabilidade no evento. Não se trata de eliminar por completo a culpa, nem de livrar-se das próprias responsabilidades. “Redistribuir a culpa” é dar-se a oportunidade de perceber a mesma situação por outra perspectiva, criar um novo horizonte, com mais possibilidades de ação e também de mudanças.

Luciene Morais Batista é graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Psicóloga da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de Lagoa da Prata, atua também em consultório particular, situado na mesma cidade. Trazer a psicologia para mais perto dos leitores através de textos que relacionem esse conhecimento ao cotidiano é o objetivo de sua coluna.

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