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O Ministério da Saúde divulgou na  última terça-feira (4/11) os números do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro deste ano, em 1.463 cidades. De acordo com o estudo, o número de casos de dengue no país caiu 61% no último ano, passando de 1,4 milhão de casos para 556,3 mil. Em Minas Gerais, o índice foi ainda mais satisfatório. Em 2013, foram registrados 413.863 casos contra 58.051 em 2014, uma redução de 86%. Os únicos estados brasileiros a apresentarem resultados melhores foram o Rio de Janeiro, com queda de 97%, e Mato Grosso do Sul, com 96%.

Das 533 cidades em estado de alerta, 25 estão em Minas Gerais. São elas: Arcos, Igarapé, Mutum, Bocaiuva, Matozinhos, Nova Serrana, Várzea da Palma, Juatuba, São Sebastião do Paraíso, Uberlândia, Pará de Minas, Ponte Nova, Bom Despacho, Paracatu, Francisco Sá, Lagoa da Prata, Pitangui, Pompéu, Cláudio, Formiga, Muriaé, Oliveira, Patrocínio, Aimorés e Dores do Indaiá. Governador Valadares é a única cidade do Estado em situação de risco. Municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% – caso da maioria das cidades de Minas Gerais e também da capital, Belo Horizonte.

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Apesar dos números favoráveis no Estado, é preciso continuar atento às medidas de prevenção à reprodução do mosquito Aedes aegypti, para que todo o esforço não seja em vão. De acordo com o secretário de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o fato de uma determinada cidade estar em situação satisfatória, não significa que ela esteja protegida. “Se o município parar de agir, a população de mosquitos pode voltar a crescer”, alertou. Ele esclareceu ainda que um município com população de mosquito elevada pode ter também a transmissão de uma outra doença, a chikungunya, que até 25 de outubro deste ano, tinha 824 casos registrados, sendo 785 deles diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão.

A partir do dia 15 de novembro, o Ministério da Saúde realizará campanha para combater as duas doenças – dengue e Chinkungunya -, com o slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. Serão divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades. No dia 6 de dezembro, será realizado o Dia D de mobilização, quando gestores municipais serão convocados a realizar uma intensa mobilização da população, além de mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar profissionais da área ao diagnóstico correto das doenças.

Dengue x Chinkungunya

Tanto a dengue quanto a febre chikungunya são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Esta última, no entanto, também tem outra forma de transmissão, por meio de outro mosquito, chamado Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais e peri-urbanas. Assim, as formas de prevenção das duas doenças são as mesmas: combater os criadouros dos mosquitos, evitando o acúmulo de água parada.

Já em relação aos sintomas das doenças, é preciso ficar atento a uma queixa específica da Chikungunya: dores fortes nas articulações, principalmente nos pés e nas mãos. “Pacientes com febre chikungunya queixam-se sobretudo de problemas nas articulações. Em alguns casos, a dor é tanta que pessoas têm dificuldade para ficar em pé ou desempenhar as tarefas diárias”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

Febre acima de 39 graus centígrados, de início repentino, dor de cabeça, nos músculos e manchas vermelhas na pele são outros sintomas. No caso da dengue, os sintomas mais comuns são dores no corpo e dores de cabeça.

 

Fonte: Estado de Minas.

Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagoa da Prata.

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