COMPARTILHAR
Continua depois da publicidade.

A informação é do coordenador da força-tarefa estadual de combate a dengue

Lagoa da Prata recebeu no início de abril uma força-tarefa estadual de combate à dengue. De acordo com informações do coordenador do serviço, a cidade está entre as três com residências mais sujas. Os especialistas trabalharam em 450 municípios mineiros e constataram que Lagoa da Prata, Januária e Juatuba possuem os quintais mais descuidados e sujos.

Continua depois da publicidade.

Isto explica, em parte, o elevado índice de casos de dengue na cidade. Até o início de abril já havia contabilizados mais de 2.000 pacientes com a doença. O Lira (Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti) bateu na casa dos
6,5%, enquanto que o índice recomendado pelo Ministério da Saúde é de 1%. Nove em cada dez focos do mosquito estão nas residências e nos comércios.

Esperávamos ser surpreendidos com uma participação maior. Mas prefiro avaliar positivamente, pois parte da sociedade atendeu ao nosso chamado. Tivemos muitas ideias para tentarmos solucionar o problema da dengue

O primeiro surto de dengue em Lagoa da Prata aconteceu em 2001. Passaram-se mais de 15 anos e ainda não conseguimos controlar a doença. É preciso fazer algo diferente. É com este pensamento que o secretário municipal de Saúde, Geraldo de Almeida, convocou 80 pessoas, representantes de vários setores da sociedade para a apresentação de uma proposta de criação do Comitê Municipal de Combate Permanente
à Dengue. Apenas 25 pessoas participaram. “Esperávamos ser surpreendidos com uma
participação maior. Mas prefiro avaliar positivamente, pois parte da sociedade atendeu ao nosso chamado. Tivemos muitas ideias para tentarmos solucionar o problema da dengue”, explica Almeida.

O comitê foi formado e teve a sua primeira reunião na quarta- feira (22). A proposta é mobilizar todos os setores da sociedade na luta contra a dengue. Dentre as propostas que serão executadas inicialmente, estão a inserção de atividades educativas semanais nos trabalhos para casa dos alunos das escolas do município, mobilização da imprensa e utilização dos outdoors do SAAE para campanhas informativas. A presidente da Câmara Municipal, vereadora Quelli Couto, se comprometeu a estudar a criação de uma lei que puna o cidadão que for proprietário de imóveis com focos do mosquito ou que oferecer resistência às visitas do agente da dengue.

Juliano Rossi é jornalista, músico e escrevinhador. Atualmente, dirige e edita o Jornal da Cidade
Juliano Rossi é jornalista, músico e escrevinhador. Atualmente, dirige e edita o Jornal da Cidade

Deixe o seu comentário e compartilhe no Whatsapp