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O comerciante André Melo procurou a redação do Jornal Cidade para reclamar do atendimento no Pronto Atendimento Municipal. “Cheguei ao Pronto Socorro municipal às 7h à procura de atendimento, porém não tinha médico. Eu havia caído e batido as costas no vaso do banheiro e estava com sintomas de fratura. Depois de duas horas esperando por atendimento, resolvi fazer uma consulta particular. No Pronto Atendimento havia somente eu e mais um, o que não era motivo para tanta demora. Não havia médico nem para me atender no particular, porém, minutos após a minha decisão os dois médicos chegaram, tanto o do PAM quanto do Hospital São Carlos. Fui atendido, mas precisei ficar no hospital três horas até que tudo fosse resolvido”.

Procurada pelo Jornal Cidade, a coordenadora do PAM e enfermeira do Hospital São Carlos Jordana Gomes, afirmou que André foi atendido conforme o Protocolo de Manchester.

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Conforme o prontuário médico, André deu entrada no hospital às 7h12. Passou pelo Protocolo de Manchester às 7h28, saindo da sala às 7h43. Após ser classificado com a cor amarela ele teria que aguardar 60 minutos pelo atendimento.

Segundo a coordenadora, todo o processo de atendimento leva um tempo. “Não se pode medicar o paciente sem saber o que de fato aconteceu”, disse a coordenadora. Ela ainda acrescenta que o hospital nunca fica sem médico, e que inclusive a unidade mantém dois profissionais por plantão.

O médico que atendeu André foi Rian Ramuzia, que já fazia plantão no hospital havia três dias seguidos. Segundo ele, o paciente foi atendido e durante a consulta foi pedido um exame de raio X. Após o resultado, era para André voltar em sua sala para que Ramuzia passasse a medicação e os devidos cuidados, porém, André não voltou.

 

OUTRAS RECLAMAÇÕES

A administração municipal transferiu a responsabilidade de administrar o pronto-socorro à Fundação São Carlos, que presta o serviço no próprio Hospital São Carlos. As reclamações de usuários tem sido constantes. A atendente de supermercado Amanda Franco precisou levar o seu filho ao PAM e não aprovou o atendimento. “Fui com meu filho de três meses, engasgado, e colocaram uma pulseira amarela que ele poderia esperar atendimento sessenta minutos. Ele foi atendido pelo médico além dos 60 minutos. Uma mulher que estava operada de cesárea há cinco dias, com febre e com dor, recebeu uma pulseira na cor laranja, que indica atendimento em dez minutos. Ela foi atendida em mais ou menos uns trinta minutos. Sinceramente, a saúde nessa cidade e nesse país está cada vez pior. Fico chocada”, postou em uma rede social.

O enfermeiro e vereador Adriano Moreira (Adriano do S.O.S.) falou sobre o atendimento do PAM durante uma reunião da Câmara. “O local parece um circo. O povo está sendo judiado e muito judiado. A prefeitura passou a direção do PAM para o hospital e foi prometido um hospital da Suécia, porém o que se vê é um hospital do Camboja. Eles não estão cumprindo o que foi prometido. Na época (quando aconteceu a transferência da administração do PAM para a Fundação São Carlos) fui contra porque sempre achei que tudo ficaria confuso, e é o que está acontecendo. O presidente do Hospital foi convidado para estar aqui na Câmara e ele não deu a mínima. A casa do povo é aqui e eles devem uma satisfação sobre a falta da qualidade no atendimento”, afirmou o vereador durante um pronunciamento na sessão da Câmara no dia 10 de março.

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