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Sebastião Carlos de Miranda (Miquita)
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Documento que pede a revitalização do “Brejão” foi entregue aos vereadores e ao prefeito

 

 

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A Associação Ambientalista dos Pescadores do Alto São Francisco coletou 1.700 assinaturas em Lagoa da Prata em um abaixo-assinado que pretende sensibilizar o poder público sobre o desejo de revitalizar o antigo “Brejão”, terreno de 211 hectares (o equivalente a 295 campos de futebol ou quase 3,5 Lagoas da Prata), localizado entre o bairro Santa Alexandrina e o aeroporto, que foi drenado na década de 1960 para aumentar a área do plantio de cana-de-açúcar.

Conseguimos reunir 1.700 assinaturas, e com isso temos em mãos não somente um abaixo-assinado, mas sim uma ação popular.

O documento foi entregue aos vereadores na sessão ordinária do dia 13 pelo presidente da associação Sebastião Carlos de Miranda (Miquita), que também fez uso da tribuna popular. “Conseguimos reunir 1.700 assinaturas, e com isso temos em mãos não somente um abaixo-assinado, mas sim uma ação popular. Queremos a recuperação da vereda e o retorno do Brejão, que era a nascente do Córrego Silveira e Chico Félix. Nossos córregos estão secos e o retorno Brejão será uma alternativa para nós caso a seca permaneça”, destacou.

Na mesma seção, o vereador Adriano Moraes/PV apresentou um requerimento solicitando ao prefeito Paulo César Teodoro e ao promotor de justiça Eduardo Almeida da Silva que intercedam em favor da AAPA. “A água retirada de lá é drenada para dentro da empresa para lavar pátio. Isso é um escândalo! Temos quarenta e duas lagoas drenadas, onde a usina joga essa água fora para plantar cana em volta”, argumenta.

A água retirada de lá é drenada para dentro da empresa para lavar pátio. Isso é um escândalo! Temos quarenta e duas lagoas drenadas, onde a usina joga essa água fora para plantar cana em volta

No dia seguinte, membros da AAPA entregaram o abaixo-assinado à Administração Municipal. O prefeito Paulo César Teodoro disse ao Jornal Cidade que apoia a associação e está estudando as medidas que serão tomadas para atender a reivindicação, já que o terreno onde está o Brejão pertence à Epomta, empresa que detém a maior parte das terras utilizadas para o plantio da cana.

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