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A política nacional está em descrédito. A população já está cansada de tantas mentiras, promessas falsas e governos que “fazem de conta”. Os bons políticos (sim, é isso mesmo que você leu. É uma espécie rara, mas existem poucos e bons políticos) pagam pela generalização da classe, cuja maioria legisla ou governa fundamentada em interesses próprios e tendo em vista a reeleição.

Os vereadores mirins, empossados pela Câmara de Lagoa da Prata, terão a oportunidade de aprender a fazer política interessando desinteressadamente pelo outro, pela coletividade. Com apreço pela causa e discutindo de forma técnica e objetiva.

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Os vereadores mirins exercerão o mandato durante seis meses de forma voluntária, pois a Câmara entende que o trabalho deles é de relevante interesse público. Se, pela lógica, o trabalho dos vereadores mirins é voluntário porque é de relevante interesse público, não seria de interesse público a legislatura dos parlamentares adultos, que são pagos por você, pelo seu vizinho e por todos nós?  Esse é apenas um ponto para que o leitor faça uma reflexão sobre o custo/benefício dos nossos políticos – e aqui incluo os vereadores e prefeitos (e vice-prefeitos, quando, neste caso, a administração alardear que a cidade será governada por dois entes). Por favor, não leiam a última frase em voz alta para não ter uma interpretação duvidosa do texto.

Que os vereadores mirins aprendam que, ao se fazer política com seriedade, o político desnuda-se de suas vaidades e ligações partidárias para prover a felicidade das outras pessoas. Que o político deve trabalhar para garantir a felicidade da cidade, em todos os aspectos.

Que os vereadores mirins aprendam, quando se tornarem adultos e potenciais políticos, que o gestor de uma cidade deve unir os cidadãos em torno do bem comum. E não ser simplista e maniqueísta ao ponto de dividir o município entre os “seus” e os “demais”, os do “bem” e os do “mal”, como se faz em qualquer sistema totalitário.

Que eles aprendam que ser criticado pelos seus erros será melhor do que ser questionado por não ter coragem de tomar uma medida necessária, mesmo que impopular.

Que os vereadores mirins aprendam que os canais pelos quais o órgão público se comunica com o cidadão devem ser usados com parcimônia e sempre de forma objetiva. Que eles não aprendam com alguns políticos que usam o espaço público para vomitar impropérios contra quem eles entendem ser um adversário político.

Para finalizar, esse projeto de autoria do vereador Adriano Moreira (Adriano do S.O.S) nos dá pelo menos a esperança de que a política no futuro possa ser usada pelo bem comum. Outras escolas, inclusive de todas as cidades da região, devem participar e essas crianças e adolescentes devem ser encorajadas a fazer o bem, não importa a quem.

Juliano Rossi é jornalista, músico e escritor. Atualmente, dirige e edita o Jornal Cidade.
Juliano Rossi é jornalista, músico e escritor. Atualmente, dirige e edita o Jornal Cidade.

 

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